Novo premiê japonês busca minimizar baixas taxas de aprovação

TÓQUIO (Reuters) - O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, minimizou as pesquisas de opinião, que mostram o apoio ao governo japonês abaixo de 50 por cento, patamar que pode arruinar seus esforços de explorar sua popularidade para obter uma vitória do partido governista nas eleições. Nacionalista, Aso assumiu o cargo na quarta-feira. Espera-se que ele convoque eleições antecipadas para tentar tirar proveito de uma eventual popularidade após sua posse.

Reuters |

Mas o apoio a seu novo gabinete variou de 45 por cento (em uma pesquisa do jornal Mainichi) a 53 por cento (na pesquisa do diário de negócios Nikkei) --índices menores do que tinha seu predecessor, Yasuo Fukuda, ao assumir o cargo.

Em Nova York, onde participou da Assembléia-Geral da ONU, Aso disse que não se importa com os resultados das pesquisas.

"Não estou interessado em qualquer coisa que se diga baseando-se apenas na aparência", disse Aso.

"Não estou interessado em índices de apoio", disse ele a repórteres.

O nível de aprovação a Fukuda caiu para entre 20 a 30 por cento antes de sua renúncia, causada por um beco sem saída político que aconteceu quando o parlamento --cuja câmara alta é controlada pela oposição-- se dividiu.

O próprio Aso, que cultiva uma imagem de "velhinho descolado", em contato com a juventude fã de mangás, obteve quase duas vezes mais aprovação do que o líder do partido Democrático, Ichiro Ozawa, quando os eleitores foram perguntados sobre quem melhor serviria para ser premiê do Japão.

Ozawa, político da velha guarda, defende políticas de redução das discrepâncias de renda, além de reduzir a burocracia na tomada de decisões. Mas ele foi criticado por não dizer de onde viria o financiamento para todos os seus planos.

Em um sinal de que a popularidade de Aso pode não se traduzir em votos para seu partido, as pesquisas mostraram que o seu Partido Liberal Democrático tem uma liderança muito pequena ou está empatado com o outro partido.

Uma pesquisa do jornal conservador Yomiuri mostrou que 37 por cento dos eleitores votariam no PLD, contra 30 por cento para os Democratas. Já a pesquisa do Nikkei apontou que 36 por cento votariam no PLD, contra 33 por cento a favor do principal partido de oposição.

Os analistas e a mídia local dizem que Aso deve, mesmo assim, convocar eleições em novembro para a poderosa câmara baixa do Parlamento, já que a votação deve ser feita em setembro do ano que vem e é provável que, até lá, a aprovação do premiê caia, em vez de subir.

(Por Yoko Kubota e Linda Sieg)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG