Novo porta-voz da Casa Branca estreia sob os holofotes

Por Steve Holland WASHINGTON (Reuters) - Robert Gibbs estreou na quinta-feira como porta-voz da Casa Branca dizendo, entre outras coisas, que o presidente Barack Obama é contra a tortura. Mas talvez o próprio Gibbs não esteja isento de ser torturado.

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Depois de passar as últimas semanas atuando nos bastidores, Gibbs finalmente se viu na bancada da sala de entrevistas coletivas da Casa Branca, onde notoriamente nas últimas décadas os assessores de imprensa são submetidos a duras técnicas de interrogatório.

Sua primeira coletiva era tão aguardada que os canais a cabo de notícias tiveram de enrolar muito até iniciar a transmissão ao vivo, por causa de um atraso de cerca de 10 minutos.

Gibbs, do Alabama, trouxe para a sala de entrevistas um estilo discreto e tranquilo, imitando a famosa atitude "Obama sem drama", e recebeu a maioria das perguntas com um sorriso.

A única notícia real que trouxe é que Obama manterá seu BlackBerry, contrariando o desejo de advogados e do Serviço Secreto, de modo que o presidente poderá continuar trocando emails com um grupo limitado de amigos e manterá contato permanente com assessores de alto escalão.

"Ah, todos ficaram fervendo", disse Gibbs ao ver os jornalistas se debruçando sobre seus blocos para anotar essa preciosa notícia.

Ao contrário de porta-vozes anteriores, Gibbs é um confidente íntimo do presidente, e por isso costuma estar presente quando são tomadas as decisões importantes que depois terá de explicar.

Logo após iniciar a entrevista, foi alvejado por perguntas sobre o segundo juramento prestado por Obama, na noite de quarta-feira, o que advogados da Casa Branca consideraram necessário, já que o presidente da Suprema Corte, John Roberts, havia misturado as palavras a serem recitadas por Obama na cerimônia de posse, na terça-feira.

O próprio Roberts achava necessário o segundo juramento?

"Ele trouxe uma toga, então presumo que achava que era para valer", disse Gibbs.

O porta-voz gentilmente repreendeu alguém que riu quando ele repetiu várias vezes que o segundo juramento foi realizado "por excesso de cautela".

"As pessoas em geral não riem quando não digo nada de engraçado", afirmou.

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