Novo ministro iraniano da Defesa é procurado por atentado na Argentina

O novo ministro iraniano da Defesa, Ahmad Vahidi, cuja candidatura foi aprovada pelo parlamento nesta quinta-feira, é procurado pela Interpol desde 2007 por suposto envolvimento no atentado contra a organização judaica AMIA em 1994 em Buenos Aires, que deixou 85 mortos.

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AP
Ahmad Vahidi, nomeado para ministro da Defesa

Dos 21 ministros que solicitaram a confiança do parlamento, o general Vahidi foi o mais votado (227 de 286). Sua designação havia sido saudada no parlamento com gritos de "Morte a Israel".

"É uma bofetada decisiva" ao Estado hebreu, comentou o novo ministro à AFP após a votação dos deputados.

Líderes da comunidade judaica argentina, a segunda maior da América depois da dos Estados Unidos, denunciaram rapidamente a aprovação da candidatura de Vahidi.

A nomeação "é mais uma provocação do presidente Ahmadinejad", criticou Julio Schlosser mencionando o líder iraniano, secretário-geral da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA).

Ahmadinejad e o Irã "estão premiando uma pessoa acusada de ter cometido um dos piores atentados já perpetrados em solo argentino", lamentou.

A designação de Vahidi é "uma ofensa, uma afronta para a sociedade judaica e o mundo democrático", insurgiu-se Aldo Donzis, presidente da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (DAIA), braço político da comunidade judaica argentina, que tem cerca de 300 mil membros.

A justiça argentina emitiu uma ordem de captura contra Vahidi e ex-dirigentes iranianos acusados de planejar e executar o atentado contra a AMIA.

Vahidi era o líder do grupo especial de segurança Al-Quds quando foi cometido o ataque, na época da presidência de Ali Akbar Rafsandjani, também acusado pela Argentina, mas contra quem a Interpol se recusou a emitir uma ordem de captura.

Ninguém foi condenado pelo atentado de 1994, mas o Ministério Público argentino suspeita que o Irã planejou o ataque e encarregou o movimento xiita libanês Hezbollah de executá-lo.

Ahmad Vahidi, 51 anos, foi ministro adjunto da Defesa durante o primeiro mandato de Ahmadinejad e sob a presidência do reformista Mohammad Khatami.

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