Novo ministro da Defesa do Irã diz sua ratificação é golpe a Israel

Teerã, 6 set (EFE).- O novo ministro da Defesa iraniano, general Ahmad Vahidi, insistiu hoje em que sua nomeação é um duro golpe a Israel, que, junto com Argentina, o acusa de ser um dos autores intelectuais do atentado cometido em 1994 contra a associação judaica Amia em Buenos Aires, que deixou 86 mortos.

EFE |

Em comunicado à imprensa divulgado hoje, Vahidi afirma que sua escolha é um sinal de que o povo quer uma forte defesa do sistema estabelecido.

"O amplo voto de confiança recebido no Parlamento mostra que os deputados iranianos destacam que se reforça o poder de defesa da República Islâmica, assim como o poder de dissuasão", afirmou.

Além disso, com isso, "se contrabalança a onda de propaganda e guerra psicológica iniciada pelos sionistas", afirmou Vahidi, segundo a versão publicada pela agência de notícias local "Fars".

Vahidi foi o ministro com mais apoio da Câmara dos 21 candidatos apresentados pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para formar seu novo Governo.

Só três deles foram rejeitados pelos deputados, apesar das previsões indicarem que um terço não conseguiria a ratificação.

A Argentina levou um requerimento contra Vahidi à Interpol pelo atentado contra a sede da Amia de Buenos Aires.

Sobre isso, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Hassan Qashqavi, respondeu hoje às críticas dos Estados Unidos contra o novo ministro da Defesa.

O funcionário ressaltou que a Casa Branca "não deve voltar a cair nas armadilhas do sionismo".

"É impugnável que a nomeação do novo ministro da Defesa, que somou o maior número de votos, tenha sido criticada pelos Estados Unidos. Mostra o quão isolado (este país) está das políticas do Irã", afirmou.

"Esperamos que a Administração americana tenha aprendido com os erros passados e perceba que manter esta postura nunca ajudará a resolver o problema no Oriente Médio", acrescentou Qashqavi, citado pela agência de notícias local "Irna".

Por isso "advertimos aos Estados Unidos que devem respeitar o desejo da nação iraniana e de seus parlamentares, e rever sua política a respeito do Irã", ressaltou. EFE jm/an

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