Novo método de vacinação produz imunidade instantânea contra várias doenças

Pesquisadores americanos anunciaram nesta segunda-feira a criação de um método de vacinação que produz imunidade imediata contra várias enfermidades, em artigo publicado na revista da Academia Nacional de Ciências (PNAS).

AFP |

O novo método poderá ser utilizado como um modo de proteção expontânea para os humanos e prevenir doenças produzidas por vírus, bactérias, toxinas e até células cancerosas.

Basicamente, os pesquisadores conseguiram criar moléculas capazes de reconhecer certas células específicas e que combinadas às defesas naturais do organismo estabelecem células novas e mais fortes, capazes de enfrentar um inimigo pré-determinado.

"As defesas contidas em nossa vacina são feitas para permanecer inativas até que recebam informação de pequenas moléculas criadas para dar a ordem de atacar um objetivo específico", explicou o professor Carlos Barbas, do Scripps Research Institute da Califórnia, um dos maiores centros privados de pesquisa biomédica sem fins lucrativos do planeta.

"Este método tem a vantagem de abrir possibilidades para a formação de defesas prontas para agir no instante em que se toma a injeção ou a pílula da vacina", destaca Barbas, principal autor do estudo.

"Com o exemplo da Aids fica mais clara a importância disto. Nas vacinas tradicionais, geramos muitos anticorpos contra o HIV, mas a maioria não é capaz de atacar a parte ativa do vírus".

"Este mecanismo deve funcionar qualquer que seja seu objetivo, uma célula cancerosa, um vírus da gripe ou a toxina do antraz que soldados e civis possam contrair em um ataque bioterrorista".

Durante os testes, cobaias submetidas à nova vacina viram seu organismo lançar um ataque imunitário instantâneo contra células cancerígenas e tiveram uma importante redução do crescimento dos tumores, destacaram os pesquisadores.

Geralmente, os anticorpos não se combinam com componentes químicos, destacam os autores do estudo, lembrando que a vacina é resultado de anos de trabalho do professor Barbas sobre anticorpos monoclonais programados quimicamente.

No momento, testes clínicos são realizados pelo laboratório americano Pfizer para verificar a eficácia terapêutica desta nova vacina no tratamento do câncer e da diabetes, destaca o artigo.

js/LR

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