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Novo líder das Farc aceita contato direto com Governo

BOGOTÁ - Uma nota das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) divulgada hoje pela televisão, mas datada de junho, indica que Guillermo León Saénz Vargas, conhecido como Alfonso Cano, líder da guerrilha, aceitou um contato direto com o governo de Álvaro Uribe para a troca humanitária.

EFE |

A proposta "para nos encontrar com o governo nacional para estabelecer os termos de um acordo continua vigente", assim como "a decisão de manter comunicação", diz Cano no comunicado, datado antes do resgate de Ingrid Betancourt, três americanos e onze policiais e militares reféns da guerrilha em 2 de julho.

O líder das Farc afirma que o grupo persistirá nos "esforços para alcançar a paz democrática pelas vias civilizadas do diálogo", como, segundo ele, "faz há 44 anos".

Cano substituiu na chefia das Farc "Manuel Marulanda" ou "Tirofijo", que morreu em 26 de março.

O guerrilheiro anuncia a "nova estrutura" de alguns comandantes no comunicado, divulgado pela "Noticias RCN" e que será divulgado na íntegra no programa "La Noche" desse canal de televisão.

Entre algumas das decisões, anuncia o "camarada 'Ivan Márquez' (apelido de Luciano Marín Arango) como chefe das relações internacionais do Estado-Maior central".

Também anuncia o "camarada 'Pablo Catatumbo' (como é conhecido Jorge Torres Victoria) como novo chefe do Movimento Bolivariano pela Nova Colômbia (partido político da guerrilha e que até a morte de Tirofijo era dirigido pelo próprio Cano)".

Segundo o informativo, o comunicado "teria sido distribuído no dia 28 (de junho) pelo emissário de Cano, o chefe da frente 29, conhecido como 'Aldemar', aos delegados europeus (de mediação), o suíço Jean-Pierre Gontard, e o francês Nöel Saez".

Na mesma mensagem, antecipou a "Noticias RCN", "pela primeira vez Cano faz referência à morte de Tirofijo" e afirma que em 27 de março, um dia após o falecimento do líder e fundador das Farc, decidiu que informaria do fato "só a partir de 23 de maio" aos "comandantes e guerrilheiros, aos amigos e conhecidos e à opinião".

Assim foi acordado "enquanto decidíamos o necessário para garantir a continuidade dos planos em curso, como efetivamente ocorre", acrescenta a mensagem.

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