Mar Gonzalo Nova York, 11 jul (EFE).- A esperada nova geração do iPhone, o telefone celular mais famoso da história, chegou hoje às lojas de 21 países, em meio a uma expectativa que supera as inovações realmente oferecidas pelo aparelho.

Milhares de pessoas fazem, há dias, fila nos centros da Apple, onde, a partir de hoje, o novo celular estará disponível, com tecnologia 3G (que duplica a velocidade de navegação na internet), GPS incorporado, oito Gigabytes de memória e que será vendido pela metade do preço do antecessor (US$ 199).

Em 15 países, esta é a primeira vez que um iPhone é vendido com design futurista e tela e teclado completamente táteis. Em outras seis nações, porém, se trata da segunda geração de um aparelho do qual já foram comercializados mais de seis milhões de unidades em apenas um ano.

Entre as melhorias incluídas no iPhone 3G em relação ao anterior estão seu novo software 2.0 (que também é oferecido gratuitamente aos usuários da primeira versão), um adaptador, possibilidade de baixar mais tipos de arquivos ao mesmo tempo e programas como Exchange Server - da Microsoft - e MobileMe.

Como o anterior, o iPhone 3G pode ser conectado automaticamente a redes Wi-Fi, funciona como reprodutor de música similar ao iPod e inclui um sistema de texto preditivo (que sugere palavras de acordo com as iniciais tecladas) muito sofisticado.

O novo celular, um pouco mais leve, também tem uma versão com 16 gigas de memória, que custará US$ 299, e, na maioria dos países, continuará ligado exclusivamente a uma única operadora.

Nos Estados Unidos, a AT&T mantém o monopólio e elevou em US$ 10 a parcela mensal mínima, que chegou a US$ 70, ao mesmo tempo em que cobra US$ 5 por 200 mensagens ao mês, o que definitivamente, após os dois anos exigidos de contrato, acaba sendo mais caro do que o modelo antecessor.

Essa circunstância, somada a outras, como a pouca qualidade do GPS ou a ausência de câmera de vídeo e de mensagens multimídia, jogou um balde de água fria nas expectativas geradas inicialmente entre os admiradores dos produtos da Apple.

Outras ausências sentidas ou erros que já foram percebidos no novo aparelho são que a bateria continua integrada e se esgota rapidamente, não há tomada para o carregador (só cabo USB) e não existe sistema de reconhecimento de voz.

Por isso, não é de se estranhar que, na internet, tenham sido feitas várias comparações com outros aparelhos e que muitos não entendam a paixão que o celular da Apple desperta, mesmo sendo superado em vários aspectos pelos concorrentes.

Além disso, uma questão fundamental é a qualidade e a cobertura da rede 3G oferecida por cada operadora e que, por exemplo, nos EUA, difere enormemente entre as companhias, e não sendo a da AT&T a melhor, segundo diferentes estudos.

A concorrente da companhia, a Verizon Wireless - líder no ramo e parceira da Vodafone -, comercializa nos EUA o LG Dare, que lembra visualmente o iPhone, mas que inclui uma câmera e videogravador de 3.2 megapixels (frente aos 2.0 do aparelho da Apple) com flash e detecção de rostos, e que permite editá-los.

Ao contrário do iPhone, o telefone inclui, entre outras funções, um sistema de reconhecimento de texto sobre a tela, conexão bluetooth, gravador, mensagens multimídia, entrada para cartão de memória de 8 gigas e também é vendido por US$ 199 com contrato por dois anos com a Verizon Wireless.

Já a Sprint, terceira maior operadora de celular dos EUA, oferece o Samsung Instinct, capaz de concorrer perfeitamente com os dois.

No entanto, apesar de suas fragilidades e dos concorrentes, o iPhone continua sendo o celular capaz de despertar maior interesse frente ao público e o que promete voltar a triunfar em vendas nos próximos meses. EFE mgl/fh/db

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