Novo Governo tailandês anuncia política para pacificar sul do país

Bangcoc, 23 dez (EFE).- O novo primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, anunciou hoje uma mudança na política para conseguir a paz na conflituosa região muçulmana do sul do país, onde cerca de 3.

EFE |

500 já morreram desde que o movimento separatista retomou a luta armada, há cinco anos.

Vejajjiva, que assumiu formalmente a chefia do Executivo na última segunda, disse que a primeira medida será redigir uma nova legislação que permitirá a criação de um organismo administrativo para as províncias de Pattani, Yala e Narathiwat.

"O organismo administrativo supervisionará e administrará a região", apontou o primeiro-ministro em entrevista coletiva após a primeira reunião de seu Gabinete.

Vejjajiva disse que o fim da violência no sul da Tailândia passa por uma nova política que não esteja orientada apenas à segurança, que leve em conta as diferenças culturais e religiosas de sua população.

"A resposta não é o envio de mais forças de segurança. Vamos revisar a legislação e desenvolver medidas imediatamente", destacou o novo premier, líder do Partido Democrata.

Todo o sul da Tailândia, incluindo as províncias de Pattani, Yala e Narathiwat, é uma região em que o Partido Democrata tem força.

Ataques com armas leves, assassinatos e atentados com uso de bombas são quase diários nas três províncias de maioria muçulmana, apesar da presença de 31.000 agentes das forças de segurança e a declaração do estado de exceção na região.

O movimento separatista muçulmano, formado por seis grupos, retomou a luta armada em janeiro de 2004.

No início de 2008, o Governo admitiu pela primeira vez a relação entre a rede terrorista Al Qaeda e os rebeldes no sul, além de reconhecer que a situação tinha piorado desde que os rebeldes receberam armas e dinheiro procedentes do narcotráfico.

A Tailândia anexou em 1902 o antigo sultanato de Pattani, que posteriormente se dividiu para formar as províncias de Pattani, Yala e Narathiwat. EFE tai/dp

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