Novo Governo do Uruguai quer estreitar relações com o Brasil

Montevidéu, 28 jan (EFE).- O Governo do presidente eleito do Uruguai, José Mujica, buscará estreitar as relações com o Brasil e a Argentina, que são insubstituíveis, afirmou o próximo ministro das Relações Exteriores, Luis Almagro, em declarações hoje à imprensa.

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"Exportamos US$ 100 milhões ao Brasil e a Argentina é o segundo ou terceiro mercado, definitivamente isso é insubstituível", destacou Almagro.

O futuro chanceler definiu como fortes os vínculos do Uruguai com seus dois vizinhos e também com o Paraguai, outro parceiro do Mercosul.

Admitiu, no entanto, que com a Argentina têm diferenças muito perceptíveis que estarão sendo negociadas.

Mujica, que assumirá em 1º de março a Presidência do Uruguai, se reuniu há duas semanas em Buenos Aires com a governante argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e em várias ocasiões assinalou que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é tomada como modelo.

Almagro, até agora embaixador do Uruguai na China, preferiu não fazer comentários sobre o enfrentamento que mantém o atual Governo uruguaio com o argentino pela construção e funcionamento da planta de celulose da empresa finlandesa Botnia.

A disputa entre o Governo do líder uruguaio, Tabaré Vázquez, da mesma forma que Mujica da coalizão de esquerda Frente Ampla, e as autoridades argentinas chegou à Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia, que está analisando o caso.

A construção e funcionamento da planta da Botnia, na margem oriental do rio Uruguai, limite natural entre ambos os países, é rejeitada por organizações de vizinhos da província argentina de Entre Ríos e as autoridades do dito país com o argumento que causará danos ao ambiente da região. EFE jf/dm

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