Novo estudo recomenda iniciar cedo o tratamento antiviral contra Aids

O tratamento antiviral contra a Aids deve ser iniciado assim que o nível de linfócitos CD4 - os glóbulos brancos responsáveis pela imunidade - atingir seu mínimo de 350 por mm3 de sangue, e não mais que isso, segundo um estudo que será publicado nesta quinta-feira.

AFP |

Um estudo anterior, publicado no início de agosto pelo Journal of the American Medical Association (JAMA), já havia mostrado que controlar mais cedo o vírus pode reduz os riscos de câncer e de doenças cardiovasculares.

Segundo a revista britânica Lancet, a equipe coordenada pelo professor Jonathan Sterne, da Universidade de Bristol (Grã-Bretanha), analisou dados de 15 estudos realizados com mais de 45.000 pessoas soropositivas na Europa e na América do Norte.

Os estudos revelaram que as pessoas que iniciaram o tratamento a um nível de CD4 inferior a 350 por mm3 apresentavam um risco 28% mais elevado de desenvolver a doença ou de morrer prematuramente, em relação às que iniciaram o tratamento enquanto o nível de CD4 era de entre 351 e 450 células por mm3.

As autoridades de saúde recomendam com frequência iniciar o tratamento quando o nível de CD4 cai abaixo de 350 células por mm3, ou até 200, enquanto o nível normal é superior a 500.

Depois de lembrar que os tratamentos antirretrovirais, que o doente deve manter por toda a vida, têm efeitos secundários não-negligenciáveis -náuseas, diarréias, dores de cabeça, assim como efeitos tóxicos como hepatite, problemas renais em que o risco cada vez maior de problemas cardiovasculares-, os autores destacaram que é preciso adotar a balança benefícios/riscos", tanto como os efeitos tóxicos que podem ser a um certo grau "evitados pela escolha de uma regime médico apropriado".

Os pesquisadores recomendam que as pessoas que podem estar infectadas sejam testadas regularmente para serem tratadas o mais rapidamente possível.

chc/lm

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