Novo enviado dos EUA ao O.Médio promete cessar-fogo e Estado palestino

Ramala, 29 jan (EFE).- O novo enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, prometeu hoje ao Governo da Autoridade Nacional Paslestina (ANP) que trabalhará para consolidar um cessar-fogo na Faixa de Gaza e criar um Estado palestino que viva em paz junto a Israel.

EFE |

O representante do Governo de Barack Obama se reuniu hoje em Ramala com o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, e assegurará que os EUA atuarão para conseguir avanços no processo de paz com Israel.

"Os EUA apoiarão os esforços para reforçar o cessar-fogo (entre Israel e as facções armadas da Faixa de Gaza)", afirmou Mitchell em entrevista coletiva com o negociador-chefe da ANP, Saeb Erekat.

Outro compromisso foi que os americanos continuarão estimulando o estabelecimento de um Estado palestino junto a Israel.

Mitchell se reuniu ontem com os líderes israelenses como parte de sua viagem pela região, mas não tem previsto nenhum encontro com representantes do movimento islamita Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

O enviado dos EUA manifestou preocupação pela situação humanitária na faixa - especialmente porque seguem os bombardeios aéreos israelenses e os disparos de foguetes por parte dos palestinos apesar do cessar-fogo declarado de forma unilateral por ambas as partes em 18 de janeiro.

Já Erekat disse que o desejo de Abbas é alcançar a reconciliação dentro da própria ANP e formar um Governo de união nacional na Cisjordânia e Gaza.

O negociador palestino revelou que Abbas transmitiu a Mitchell seu desejo de manter os esforços pela iniciativa de paz árabe e o "Mapa de Caminho", plano elaborado pela comunidade internacional que estabelece a retirada de Israel dos territórios ocupados em 1967.

Abbas reclamou ao representante americano que Israel continua construindo nos assentamentos judaicos e mantendo um muro entre os dois territórios, ações qualificadas por ele como "tentativas de aguçar a separação entre Cisjordânia e Gaza".

A visita de Mitchell é a primeira feita por um funcionário americano ao Oriente Médio após a posse do presidente Obama, há mais de uma semana. EFE fn/dp

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