Novo comboio para Gaza

Comissão de Israel que investiga ataque contra fotilha turca, quando nove morreram em maio passado, pediu cooperação da Turquia

Nahum Sirotsky, de Israel | |

Uma comissão israelense designada a investigar o que aconteceu na operação de força naval que atacou o navio Mavi Marmara, que trazia ativistas políticos para romper o bloqueio de Gaza, fez um convite público a testemunhas. Na operação morreram nove turcos.

A comissão convidou passageiros e membros da tripulação e uma carta foi enviada a embaixada da Turquia pedindo cooperação. Um pedido especial foi feito para se localizar o capitão que comandava a nave. O incidente ocorreu em maio passado.

A Turquia criou sua própria comissão que já teria concluído o seu trabalho. Os resultados já teriam sido encaminhados às autoridades israelenses. As relações entre Israel e Turquia atravessam fase de tensões.

O bloqueio marítimo de Gaza não foi afetado. Mas nova tentativa está a caminho. A flotilha deve estar saindo de porto sírio e traz indivíduos que participaram do grupo do Marmara desembarcados de um comboio chamado de Viva Palestina.

Forças israelenses observam todos os seus movimentos. E consideram que indícios são de que a flotilha irá direto para o porto egípcio de Al Arish onde baixaria sua carga de bens necessários em Gaza sob o domínio do Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas, e seguiria por terra cruzando o deserto do Sinai evitando o bloqueio marítimo israelense. Entre os chamados ativistas incluem-se jordanianos, marroquinos, algerianos e gente dos pequenos países do Golfo Pérsico.

Mais comboios estariam sendo preparados. Ao que se sabe, os israelenses adotam todos os cuidados para evitar confrontos cujos efeitos propagandísticos são os principais objetivos dos patrocinadores das flotilhas. Os comboios são obvia parte de uma estratégia visando o isolamento político do país.

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