Novo comandante dos EUA no Afeganistão se propõe a reduzir vítimas civis

Londres, 12 jun (EFE).- O novo comandante das forças americanas no Afeganistão, tenente-general Stanley McChrystal, disse hoje à BBC que sua prioridade no país centro-asiático será revisar as operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a fim de reduzir as mortes de civis.

EFE |

Em uma entrevista à rede pública britânica, McChrystal - que substitui no cargo o general David McKiernan -, afirma que a população afegã precisa da proteção em relação aos insurgentes, mas também acerca "das consequências não propositais de nossas operações".

Em maio, o Governo americano anunciou a substituição de sua cúpula militar no Afeganistão, porque, nas palavras do secretário da Defesa americano, Robert Gates, era preciso "uma nova liderança".

McChrystal, até então diretor do Estado-Maior Conjunto nos Estados Unidos, considera que as operações contrainsurgência são a chave da nova estratégia.

"Quando estivermos em posição, uma das coisas que faremos é revisar todas as regras de nossas operações e todas as instruções a nossas unidades, com a ênfase em que lutamos pela população", explicou à "Rádio 4" da "BBC".

"Isso significa protegê-los do inimigo e das consequências não propositais de nossas operações, porque sabemos que, embora uma operação possa ser realizada pelas razões corretas, se tiver efeitos negativos, pode ter um resultado negativo para todo o mundo", prosseguiu.

O tenente-general ressaltou que seu objetivo será também impedir o ressurgimento da Al Qaeda e dos talibãs, bloqueando qualquer possível "lugar seguro" para seu refúgio.

Ao tomar posse do cargo, McChrystal levará com ele dos Estados Unidos cerca de 400 colegas que o ajudarão a implementar a mudança de rumo estratégico requerida pela nova Administração americana.

Perguntado sobre se a do Afeganistão é uma operação a longo prazo, o comandante respondeu que "durará até que alcancemos o progresso que queremos conseguir".

"Não será curta", acrescentou.

O general David Petraeus, responsável pelas operações militares dos EUA no Oriente Médio, afirmou que os ataques dos insurgentes no Afeganistão estão atualmente no nível mais alto desde a invasão americana, em 2001. EFE jm/an

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