Novo chanceler de Honduras diz querer normalizar diplomacia

Tegucigalpa, 13 jul (EFE).- O novo chanceler de Honduras, Carlos López, disse hoje que buscará normalizar as relações diplomáticas do país, apesar da suspensão da Organização dos Estados Americanos (OEA) por não reempossar o deposto Manuel Zelaya na chefia de Estado.

EFE |

Como disse após assumir como chanceler no lugar de Enrique Ortez, uma de suas prioridades será tramitar a continuação das relações diplomáticas com todos os países amigos.

"Os países-membros da OEA são entidades soberanas que no exercício de suas competências soberanas podem perfeitamente manter a relação diplomática com Honduras, de Estado para Estado, independente de como votaram dentro do organismo", explicou à imprensa o novo ministro das Relações Exteriores hondurenho.

López prestou juramento perante o novo presidente, Roberto Micheletti, designado pelo Parlamento em 28 de junho passado após a derrubada de Zelaya pelos militares.

O Governo Micheletti não é reconhecido pela comunidade internacional, que, junto à OEA, ameaça isolar o país.

Ortez renunciou na sexta-feira passada como chanceler e Micheletti o nomeou ministro de Governo depois que, na terça-feira, o embaixador americano em Tegucigalpa, Hugo Llorens, condenou "fortemente" comentários seus sobre Barack Obama.

O novo chanceler hondurenho já ocupou o cargo no Governo José Azcona (1986-1990), período marcado pelas negociações para a pacificação da América Central dentro da Guerra Fria. EFE lam/rr

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