Novo atentado contra peregrinos xiitas mata ao menos 20 no Iraque

Pelo menos 20 peregrinos xiitas morreram e 56 ficaram feridos nesta sexta-feira após a explosão de uma bomba na entrada da cidade santa de Kerbala, no Iraque. A cidade é o local da celebração religiosa do Arbain, que assinala nesta sexta-feira os 40 dias de luto pela morte de Hussein, neto do profeta Maomé.

iG São Paulo |

A explosão aconteceu no momento em que milhares de xiitas chegavam à cidade de Kerbala, a 80 quilômetros a sudoeste de Bagdá, para participarem do ritual religioso do Arbain.

O ataque aconteceu apesar da presença de 30 mil membros dos serviços de segurança ao redor e no interior da cidade sagrada.

Na última quarta-feira, outra explosão matou pelo menos 23 peregrinos xiitas, incluindo uma mulher e três crianças, durante a peregrinação a Kerbala. Na segunda-feira um outro  ataque suicida que matou 41 peregrinos .


Apesar de segurança reforçada com detectores de metais,
xiitas ainda são alvos de ataques durante peregrinação / AP

Alvos xiitas

É provável que ocorra mais violência durante o período religioso do Arbain e antes da eleição, quando se suspeita que grupos islâmicos sunitas procurem enfraquecer o governo de Nuri al-Maliki, liderado por xiitas.

Desde que a invasão liderada pelos EUA em 2003 derrubou o governo sunita de Saddamn Hussein, milhões de xiitas do Iraque, Irã, Barein e outros países vêm desafiando a ameaça dos atentados suicidas para visitar locais sagrados xiitas no Iraque.

Celebração de Arbain

O Arbain celebra os 40 dias de luto por Hussein, neto do profeta Maomé, que morreu em uma batalha em Kerbala no século 7. Centenas de milhares de peregrinos lotam a cidade para o ritual, batendo em seus peitos e cabeças em sinal de luto ritual.


Celebração do Arbain lembra a morte do neto do profeta Maomé / AFP

Muitos percorrem centenas de quilômetros a pé para chegar a Kerbala. Sob o governo de Saddam, o Arbain era reprimido, assim como outros grandes rituais xiitas.

Dezenas de milhares de soldados e policiais foram enviados para proteger os peregrinos e para cercar o santuário do reverenciado imã Hussein em Kerbala. Mas suspeitos extremistas sunitas, que vêem os xiitas como apóstatas, ainda conseguem furar o cerco.

* Com AFP e Reuters

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