O novo arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, prometeu nesta quarta-feira, ao tomar posse na catedral de São Patrício, especial atenção aos imigrantes e uma mudança de estilo na condução do cargo, inclusive sobre temas mais polêmicos.

O conservador Dolan, 59 anos, substitui Edward Egan, 77 anos, depois de ser designado pelo Papa Bento XVI em um delicado período para a Igreja católica nos Estados Unidos, que mal se recuperou do efeito devastador dos escandalosos casos de pedofilia envolvendo mais de 4.000 sacerdotes.

A Igreja Católica americana teve de pagar 436 milhões de dólares em 2008 como indenização por esses abusos por parte dos membros do clero.

"Não vou evitar abordar essas questões", afirmou, ao ser indagado pela imprensa sobre esse e outros temas, como o casamento homossexual, ao qual a Igreja se opõe.

O novo arcebispo também dedicará especial atenção ao problema dos imigrantes.

"A Igreja se converteu na versão espiritual da Estátua da Liberdade", que dá as boas-vindas aos que chegam ao porto da cidade, afirmou.

A arquidiocese de Nova York não é a maior dos Estados Unidos com seus 2,5 milhões, mas 52% deles são de hispanos (supera a de Los Angeles) e é considerada a mais influente politicamente falando.

O arcebispo nova-iorquino é visto pelos americanos como o rosto público do Vaticano nos Estados Unidos e o falecido Papa João Paulo II definiu uma vez o cargo como o do "arcebispo da capital do mundo".

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