Novo alerta alimentar na China ao serem descobertos ovos prejudicias à saúde

Hong Kong, 17 fev (EFE).- A China enfrenta um novo escândalo alimentar ao serem descobertos que cidadãos da província de Fujian compraram ovos falsos que podem causar retardamento mental, segundo publicou hoje o diário The Standard, de Hong Kong.

EFE |

Os ovos falsos ressurgem na China quatro anos depois que apareceram pela primeira vez na cidade de Cantão.

Estes ovos não só são fáceis de fabricar e muito aparentes, segundo as fontes do diário, mas uma dezena deles custaria entre 10 e 50 centavos de Hong Kong (1 a 5 centavos de euro), frente aos 2,5 a 3 dólares (25 a 30 centavos de euro) de uma dezena de ovos de verdade.

No entanto, em lugar de proteínas contêm produtos químicos como alumina, alginato de sódio (E 401), cloreto cálcico (E 509), benzoato sódico (E 211) e gelatina. A "gema" é colorida com tartrazina (E102), enquanto a casca é feita à base de carbonato de cálcio (E170).

Segundo declarações do doutor Lo Wing-lok, publicadas pelo "Standard", o consumo contínuo de alumínio, um elemento da alumina, pode causar retardamento mental.

O professor Fung Ying-sing assegurou que apesar de ingredientes como esses são usados para purificar água e como solidificantes e estabilizantes em alguns alimentos; as impurezas dos químicos poderiam ser nocivas.

Segundo as informações, a Polícia teria feito uma batida nas instalações de um atacadista, no entanto, o gerente teria negado a venda de ovos falsos, e afirmado que estes procediam da província de Liaoning, norte do país.

No entanto, ainda não há informação sobre a entrada destes ovos em Hong Kong.

As fórmulas para fazer ovos falsos estão espalhadas em várias páginas de internet da China, enquanto algumas empresas oferecem aulas para ensinar como elaborá-los. EFE mch/ma

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