Nove morrem em novos protestos contra queima do Alcorão nos EUA

Manifestação neste sábado ocorreu em Kandahar, um dia após ataque à sede de ONU em Mazar-i-Sharif

AFP |

Nove pessoas morreram neste sábado em Kandahar em novos protestos contra a queima de um exemplar do Alcorão nos Estados Unidos. O incidente ocorre um dia depois da morte de sete funcionários das Nações Unidas em violenta manifestação pelo mesmo motivo. Um pastor de uma igreja evangélica destruiu uma cópia do livro sagrado para os muçulmanos em 20 de março.

Os protestos deste sábado começaram no centro de Kandahar, no sul do Afeganistão, e se ampliaram a outros pontos. A polícia enfrentou os manifestantes, que seguiam para os escritórios da ONU e para os edifícios do governo provincial. "Hoje, como resultado das violentas manifestações em Kandahar, 73 pessoas ficaram feridas e nove morreram", afirma um comunicado da administração local.

A manifestação começou pacífica, mas elementos destrutivos se infiltraram entre a multidão e tentaram gerar violência, segundo declarou Zalmai Ayubi, porta-voz do governo de Kandahar.Todos os mortos e feridos são manifestantes. Além disso, 17 pessoas foram detidas. Os integrantes da manifestação atacaram edifícios públicos e privados, e incendiaram veículos.

Protesto contra a ONU
Na sexta-feira, sete funcionários estrangeiros da ONU, quatro guardas nepaleses e três europeus, morreram em um protesto similar na cidade de Mazar-i-Sharif , norte do país. Os talibãs assumiram a reponsabilidade do ataque, no qual parte do complexo da ONU foi incendiado. O governador da província de Balj, Ata Mohammad Noor, informou que outras cinco pessoas, supostamente manifestantes, morreram e pelo menos 20 ficaram feridas. Vinte foram detidas.

Os protestos foram motivados pela queima de um exemplar do Alcorão no Dove World Outreach Center, uma igreja evangélica de Gainesville, Flórida, no dia 20 de março. O pastor protestante Wayne Sapp realizou a destruição do livro na presença do pastor Terry Jones , que anunciou no ano passado que faria o mesmo por ocasião do aniversário dos atentados de 11 de Setembro, embora depois tenha voltado atrás . Líder da igreja, Jones afirmou: "Não nos sentimos responsáveis pelo ataque, porque os elementos radicais do islã estão usando (a queima) como desculpar para promover suas atividades violentas".

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