Nove estudantes e 1 funcionário morreram em massacre na Finlândia

HELSINQUE - As vítimas de Matti Saari, o jovem que na terça-feira causou um massacre em uma escola profissional finlandesa antes de se suicidar, são nove estudantes e um funcionário do centro, provavelmente um professor, anunciou nesta quarta-feira um porta-voz da polícia em entrevista coletiva.

Redação com agências internacionais |

    O porta-voz afirmou que oito dos estudantes que morreram são mulheres, assim como a única ferida a bala que sobreviveu ao massacre. Depois de abrir fogo, autor deu um tiro na própria cabeça, que poucas horas depois o levaria à morte.

    A jovem ferida, que foi atingida por um tiro na cabeça, foi operada duas vezes durante a noite passada e, segundo fontes médicas, não corre risco de morrer.

    Segundo a reconstrução provisória dos fatos, o assassino entrou em uma sala de aula onde estava acontecendo uma prova, abriu fogo indiscriminadamente contra os presentes e foi embora após provocar um incêndio.

    Esse incêndio causou graves queimaduras em vários cadáveres, o que está dificultando as tarefas de identificação das vítimas, e pode ter causado a morte por asfixia de algumas vítimas.

    Depois, o assassino tentou se suicidar atirando contra a própria cabeça, mas acabou sendo levado com vida - em estado crítico - ao Hospital Universitário de Tampere, onde morreu horas depois.

    A polícia já informou quem são os mortos aos familiares das vítimas, mas a identificação oficial dos cadáveres ainda pode durar vários dias.

    Segundo um porta-voz policial, no momento dos fatos, havia cerca de 200 estudantes no centro, dos quais 20 estavam na sala de aula onde ocorreu o tiroteio.

    Notas escritas à mão

    Fontes da investigação informaram que Saari tinha deixado no apartamento de estudantes onde morava duas breves notas escritas à mão, nas quais dava a entender que tinha começado a planejar o massacre há seis anos.

    "O conteúdo das notas indica que odiava a humanidade e a raça humana e que tinha começado a planejar isso em 2002", disse à imprensa local o chefe da investigação, Jari Neulaniemi.

    Em uma das mensagens manuscritas, Saari afirmava que "a solução é Walther", em referência à marca da pistola automática calibre 22 com a qual cometeu o massacre, uma Walther P22.

    No outro, segundo a polícia, escreveu: "sempre quis matar o maior número de pessoas possível".

    O massacre

    O incidente que deixou onze pessoas mortas - incluindo o atirador, morto no hospital em decorrência das feridas - ocorreu em uma escola técnica na pequena cidade de Kauhajoki, distante cerca de 330 quilômetros da capital finlandesa, Helsinque.


    Policiais da Finlândia cercam escola após disparos / AP

    Matti Juhani Saari, 22, que estudava na escola, entrou no edifício vestido de preto, usando uma máscara de esqui e carregando as armas em uma bolsa. Ele chegou a ser levado com vida para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

    O jovem havia colocado um vídeo na internet na semana passada em que aparecia dando tiros com uma pistola. Depois de realizar alguns disparos, ele diz: "Vocês vão morrer em seguida".

    A polícia chegou a interrogá-lo por causa das imagens, mas concluiu que não havia motivos para revogar sua licença de posse de arma.


    Fotos do autor dos disparos publicadas no YouTube e divulgadas pela polícia / AFP

    Em novembro, outro jovem armado matou oito pessoas em um episódio semelhante na escola secundária de Jokela, no sul da Finlândia. Depois, atirou em si mesmo, vindo a falecer no hospital.

    De tradição caçadora, a Finlândia é um dos países com maior taxa de propriedade de armas do mundo - 1,6 milhão para uma população de 5,5 milhões de habitantes.

    Fica em terceiro do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e do Iêmen.

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