Pelo menos nove alpinistas estão desaparecidos após terem sido atingidos por uma avalanche quando desciam o K2, o segundo maior pico do mundo, no norte do Paquistão, na fronteira com a China. Segundo os organizadores da expedição, acredita-se que os nove alpinistas estejam mortos, e teme-se que haja outras vítimas fatais.

Equipes de busca foram enviadas para tentar resgatar sobreviventes que ainda estejam presos no topo da montanha.

O acidente ocorreu na manhã sexta-feira, mas os organizadores da expedição só receberam a notícia no sábado, quando um grupo conseguiu voltar ao acampamento base.

Segundo o correspondente da BBC em Islamabad Syed Shoaib Hasan, 22 alpinistas estavam no topo da montanha no momento da avalanche.

As informações são de que entre os alpinistas estavam coreanos, paquistaneses, nepaleses, um holandês e um italiano, mas ainda não há detalhes exatos sobre o grupo.

De acordo com o correspondente da BBC, as informações no acampamento base são de que duas equipes, da Sérvia e da Noruega, conseguiram descer em segurança, e que um sérvio e um norueguês morreram na avalanche.

"Zona da morte"
A avalanche atingiu o grupo na parte da montanha conhecida como "Gargalo de Garrafa", localizada acima de 8 mil metros de altitude.

Acredita-se que alguns alpinistas ainda estejam presos nessa parte da montanha, impossibilitados de descer, porque as cordas que usavam foram rompidas com a avalanche.

Essa altitude é chamada pelos alpinistas de "Zona da Morte", por causa da escassez de oxigênio.

O tempo está bom, mas o Exército paquistanês ainda não tem certeza de que poderá lançar uma operação de resgate em uma altitude tão elevada.

O renomado alpinista Reinhold Messner disse à BBC que a situação é "crítica" e que os sobreviventes presos acima do "Gargalo de Garrafa" terão de tentar descer pelo lado chinês da montanha.

O K2, com 8,6 mil metros de altitude, é considerado por muitos o pico mais difícil do mundo.

A taxa de mortalidade para os que se arriscam a subir a montanha é de 27%, três vezes maior do que o índice de fatalidade do Monte Everest, o mais alto do mundo.

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