Milhares de pessoas voltaram às ruas nesta segunda-feira na Europa contra a ofensiva israelense realizada desde sábado na Faixa de Gaza, que já fez mais de 340 mortos, entre eles 57 civis.

Aos gritos de "parem os massacres em Gaza" ou "Israel assassino, Sarkozy cúmplice", mais de 3.000 pessoas se manifestaram na França contra os ataques. Houve protestos em Paris, Montpellier (sul), Toulouse (sudoeste), Marselha (sudeste), Lyon (centro-leste) e Nancy (leste), respondendo a apelos de organizações pró-palestinas, de partidos de esquerda e de sindicatos.

Os participantes do "Coletivo nacional para uma Paz Justa e Durável entre Palestinos e Israelenses", também fizeram um apelo para manifestação terça-feira em Paris, em direção ao Quai d'Orsay, sede do ministério francês das Relações Exteriores.

Em Londres, 500 pessoas se reuniram perto da embaixada de Israel. Houve confrontos com a polícia, mas com menor intensidade que o da véspera, quando 10 pessoas haviam sido detidas no mesmo local.

Em Genebra, cerca de mil pessoas foram às ruas, segundo a polícia. "Somos todos palestinos", diziam os participantes, que levavam numerosas bandeiras palestinas e, alguns, as do Hezbollah.

Em Atenas, foram queimadas bandeiras israelenses e americanas durante um ato que reuniu 300 pessoas diante da embaixada de Israel.

A tropa de choque lançou granadas de gás lacrimogêneo para impedir a aproximação da embaixada. Alguns manifestantes atiraram sapatos em fotos do presidente americano George Bush. Mil pessoas se reuniram, também, diante do consulado dos Estados Unidos em Salônica, no norte do país.

Em Estocolmo, cerca de 500 pessoas, segundo a polícia, 1.000 segundo os organizadores, em maioria muçulmanos, desfilaram com cartazes e faixas até a embaixada israelense aos gritos de "Israel assassino", "Fechem a embaixada" e "Gaza, solidariedade".

Uma bandeira com as cores de Israel, na qual uma estrela de Davi foi substituída por uma cruz gamada, foi queimada.

Outras manifestações aconteceram em Göteborg, sudoeste da Suécia, e em várias cidades da Noruega e da Finlândia.

Em Helsinque, 150 pessoas foram para as ruas diante da embaixada israelense, o mesmo acontecendo em Varsóvia.

Um dos maiores protestos, no entanto, foi realizado na capital do Líbano, Beirute. A manifestação, organizada pelo grupo xiita Hezbollah, reuniu dezenas de milhares de pessoas.

O líder do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, afirmou nesta segunda-feira que apóia o apelo feito por dirigentes do movimento islamita Hamas aos palestinos para uma terceira intifada (revolta) contra Israel.

"Somo minha voz à dos dirigentes palestinos que pedem uma terceira intifada", afirmou o líder xiita em discurso divulgado num telão para milhares de pessoas reunidas, atendendo a um apelo do Hezbollah, na periferia sul de Beirute, em apoio a Gaza.

Sábado, o líder do Hamas no exílio, Khaled Mechaal, havia pedido aos palestinos desencadear uma nova intifada, assim como retomar os atentados suicidas.

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