Novas manifestações contra a França em nove cidades chinesas

Novas manifestações antifrancesas foram registradas nesta segunda-feira em nove cidades chinesas, com protestos e milhares de pessoas diante dos hipermercados Carrefour, informou a polícia.

AFP |

A mais importante aconteceu em Zhengzhu, capital da província central de Henan, e obrigou a multinacional francesa a fechar o hipermercado.

A China registrou neste domingo novas manifestações contra os países ocidentais, no dia seguinte a uma "contraofensiva" em favor do regime chinês no mundo contra a "desinformação" da imprensa ocidental a respeito do Tibete e contra os apelos ao boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim.

Os protestos foram realizados em várias cidades chinesas, principalmente em frente das filiais do Carrefour.

Os manifestantes gritaram frases como "Contra a independência do Tibete" e "Nós apoiamos os Jogos Olímpicos", segundo a mesma fonte.

Mais de mil pessoas se reuniram diante do Carrefour da cidade de Xian (noroeste). Manifestações parecidas foram realizadas em Harbin (nordeste) e Jinan (leste), acrescentou a Nova China.

No sábado já haviam sido registradas manifestações contra a França em cinco cidades chinesas, sobretudo voltadas contra a rede de supermercados Carrefour, com forte presença na China, em protesto contra a postura da França em relação à questão tibetana.

Em uma entrevista publicada este domingo pelo Journal du Dimanche, o presidente do Diretório do Carrefour, José Luis Durán, declarou que está levando "muito a sério" a situação, em meio à atual tensão das relações entre França e China causada pela passagem da tocha olímpica por Paris e pelas ameaças de boicote à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, no dia 8 de agosto.

A imprensa oficial chinesa está fazendo apelos à calma. "Como cidadãos, temos que expressar nosso patriotismo com calma e responsabilidade, de forma lícita e ordenada", ressaltou o Diário do Povo.

Apesar disso, no sábado várias manifestações a favor da China foram realizadas em Paris, Londres, Berlim, Viena e Los Angeles (Estados Unidos) contra a "desinformação" dos meios de comunicação ocidentais sobre o Tibete e contra o pedido de boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim.

Desde que iniciou seu périplo no dia 24 de março, na cidade grega de Olimpia, a tocha olímpica tem sido alvo de diversos protestos contra o controle chinês sobre o Tibete, alguns deles violentos.

A atuação das forças de segurança chinesas em Lhasa, no dia 14 de março, após quatro dias de protestos pacíficos contra a China, deixou 20 mortos, segundo as autoridades de Pequim.

Os tibetanos no exílio, no entanto, afirmam que os mortos foram pelo menos 135.

bur-adm/dm/cn

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