Nova Zelândia pede libertação de Suu Kyi

Sydney (Austrália), 15 mai (EFE).- O Governo da Nova Zelândia se uniu hoje às vozes que pediram a libertação da líder do movimento democrático birmanês e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que foi levada a uma penitenciária nesta quinta-feira acusada de violar os termos de sua prisão domiciliar.

EFE |

"Esta ação é outra demonstração do atraso de Mianmar (antiga Birmânia) e levanta dúvidas sobre a credibilidade das anunciadas eleições de 2010", disse o ministro de Assuntos Exteriores neozelandês, Murray McCully, em alusão ao pleito que a Junta militar pretende realizar no próximo ano e que são vistos com ceticismo pelos analistas internacionais.

McCully acrescentou que o único crime que Suu Kyi cometeu foi o de lutar pelos direitos de seu povo e contra a repressão.

A transferência de Suu Kyi ao presídio de Insein, nos arredores de Yangun, aconteceu 13 dias antes que vencer o prazo da prisão domiciliar que cumpria desde 2003.

A Junta Militar birmanesa acusou Suu Kyi, de 63 anos e que sofre de problemas de saúde, de proteger um criminoso e alterar a estabilidade do Estado, em relação ao americano que visitou sua casa e foi detido ao deixar o local, no dia 6 de maio passado.

As duas mulheres que cuidam há anos da líder opositora birmanesa, uma mãe e sua filha, também foram levadas a Insein acusadas de cumplicidade. EFE mg/mh

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