Nova Zelândia e países do Pacífico sul rebaixam alerta de tsunami

SYDNEY - A Nova Zelândia e os países do Pacífico Sul rebaixaram hoje o alerta de tsunami em seus litorais, depois que consideraram que tinha passado a ameaça maior das ondas gigantes causadas pelo terremoto de 8,8 graus de magnitude na escala aberta de Richter que ontem sacudiu Chile.

EFE |

O Ministério da Defesa Civil da Nova Zelândia indicou à população que o perigo não tinha passado de todo porque o fenômeno, com ondas de até 40 centímetros, pode se prolongar até segunda-feira.

Ondas de um metro e meio de altura chegaram até ao litoral neozelandês sem causar vítimas, porque as autoridades tinham preparado e evacuaram aldeões de áreas litorâneas nas ilhas Norte e Sul do país.

Os especialistas indicaram que as ilhas Chatman e a península de Banks ainda podem sofrer o aumento das ondas de até três metros, mas que em outras áreas o perigo serão as correntes marinhas.

Na Samoa (Polinésia) chegaram ondas de cerca de 40 centímetros de altura, o mesmo que no Taiti, sem que se tenha informado de vítimas.

As autoridades samoanas cancelaram o alerta de tsunami, após que o fizesse o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico, no Havaí (Estados Unidos).

Fiji, Ilhas Marshall, Nauru, Nova Caledônia, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tuvalu e Vanuatu são outros territórios do Pacífico que podem retirar o alarme, segundo o citado centro de alerta de tsunami.

As ondas geradas pelo terremoto do Chile também chegaram a Tonga (Polinésia), mas sem causar danos.

Nas Filipinas, o Instituto Vulcanológico e Sismológico elevou hoje o nível de alerta para o grau 2, diante do perigo de que um tsunami chegue ao arquipélago e pediu à população especial atenção entre as 13h e 14h30 (horário local, 2h e 3h30 de Brasília).

O órgão informou que segundo seus dados "as províncias de frente para o oceano Pacífico podem esperar ondas de pelo menos um metro" e assinalou que o fenômeno pode durar horas.

"É preciso se manter afastado do litoral durante o período. Não se deve ir ver o tsunami. As pessoa que moram em casas pegadas à costa de frente para o Pacífico devem se afastar", assinalou o instituto em comunicado. EFE mg/ma

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