Nova técnica permite determinar agressividade de câncer de próstata

(embargada até as 21h30 desta terça em Brasília). Londres, 12 mai (EFE).- Cientistas holandeses descobriram uma nova técnica para determinar se um câncer de próstata é ou não agressivo, o que facilitará o tratamento da doença, publicou hoje o British Journal of Cancer Research.

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A equipe liderada por Jonas Nilsson, do centro médico da universidade VU de Amsterdã, defende que a chave do diagnóstico é analisar pequenas borbulhas de gordura que viajam na urina, já que contêm informação que provém diretamente do tumor.

Estas microvesículas, chamadas exossomas, são encontradas na urina tanto de pessoas que sofrem de câncer como de indivíduos saudáveis, mas os cientistas creem que são excretadas em maiores quantidades por algumas células cancerígenas.

Os exossomas contêm moléculas de ácido ribonucléico (RNA) que procedem diretamente do tumor e através das quais é possível determinar quais genes estão ativos em cada caso de câncer, o que permitiria diferenciar entre agressivo e latente, dizem os autores.

Até agora, os especialistas tendiam a utilizar como referência para diagnosticar o tipo de câncer os níveis de proteínas produzidas por células cancerosas, como antígenos específicos da próstata.

O novo enfoque se baseia mais em analisar o RNA, envolvido na produção de proteínas, para descobrir quais genes estão ativos.

"Esperamos que este enfoque inovador para estudar o câncer de próstata revele novos biomarcadores para tumores agressivos", disse Nilsson.

"O RNA derivado do tumor se preserva nestas cápsulas (exossomas) e nos permite ver a genética do câncer de cada indivíduo", afirmou.

EFE jm/db

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