Nova rota da heroína passa por Cingapura, diz ONU

Kuala Lumpur, 16 dez (EFE).- As redes de narcotraficantes começaram a usar Cingapura como porto de saída da heroína asiática em direção à Europa e aos Estados Unidos, apesar de suas estritas leis contra o narcotráfico, indicou um especialista da ONU citado hoje pelo diário Singapore Straits Times.

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"As autoridades européias e americanas acreditam que os narcotraficantes evitam Cingapura a todo custo, por isso os vôos que chegam procedentes deste país são geralmente menos controlados que os procedentes de Mianmar (antiga Birmânia), Tailândia, Afeganistão ou Paquistão", apontou Thomas Pietschmann, investigador do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime.

O especialista assinalou, para apoiar seu argumento, o dado de que a Polícia de Cingapura apreendeu 46 quilos de heroína este ano, mais que o triplo do descoberto em 2007, e parte da mercadoria tinha como destino os EUA e a Europa.

A escolha de Cingapura seria explicada pela grande colheita de ópio, a base da heroína, este ano no Afeganistão e no "Triângulo de Ouro", zona de encontro das fronteiras de Mianmar, Laos e Tailândia, e pelas excelentes vias de comunicação da cidade-estado.

A porta-voz do Escritório Central de Drogas, Agnès Lim, assinalou que apesar das duras punições aos narcotraficantes, entre elas a pena de morte, o enorme lucro que pode ser obtido na venda de entorpecentes faz com que alguns criminosos arrisquem até mesmo suas vidas. EFE lol/mh

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