Nova primeira-ministra do Haiti se destaca por seu trabalho social

Porto Príncipe, 5 set (EFE) - A nova primeira-ministra do Haiti, Michèle Pierre-Louis, ratificada nesta madrugada no cargo pelo Senado, é uma economista e professora da Universidade de Porto Príncipe que se destacou por seu trabalho em prol do desenvolvimento e do bem-estar dos haitianos.

EFE |

Pierre-Louis, que tem 60 anos e é amiga do presidente Rene García Préval, é a segunda primeira-ministra na história do Haiti, um país que já teve uma presidente, Ertha Pascal-Trouillot, em 1990.

A primeira-ministra anterior foi Claudette Werleigh, que foi nomeada em 1995 pelo então presidente Jean-Bertrand Aristide.

Nascida em Jérémie (sudoeste do Haiti) em outubro de 1947, Michèle Duvivier Pierre-Louis estudou Economia e, desde 1995, dirigia a Fundação Conhecimento e Liberdade (Fokal).

A Fokal ocupa um lugar de destaque na sociedade haitiana por sua ação cultural e social, e contou com apoio do Open Society Institute, do milionário George Soros.

O objetivo da Fokal é promover as estruturas necessárias para o estabelecimento de uma sociedade democrática, justa e solidária baseada na autonomia e na responsabilidade tanto em nível individual quanto coletivo, conforme informa o site da entidade.

As prioridades da instituição são crianças e os jovens, as organizações civis criadas recentemente e setores "historicamente marginalizados" no Haiti, como os camponeses e as mulheres.

Pierre-Louis, indicada para o cargo por Préval em 23 de junho, foi ratificada esta madrugada no Senado por 16 votos a favor e uma abstenção.

No novo Governo há outras mulheres, como Marie Laurence Jocelyn Lassegue, ministra de Condição Feminina, Gabrielle Prévilon Beaudin, de Assuntos Sociais, e Marie Josée Garnier, de Comércio.

O primeiro-ministro haitiano anterior, Jacques Edouard Alexis, foi cassado em 12 de abril pelo Senado em meio a protestos populares contra o alto custo de vida no país.

Antes de Pierre-Louis, Préval indicou o engenheiro agrônomo Eric Pierre, em 12 de maio, e Robert Manuel, seu principal conselheiro, em 12 junho, mas ambos foram rejeitados pelo Parlamento.

Além de dirigir a Fokal, Pierre-Louis desenvolveu uma intensa atividade como estudiosa da realidade haitiana e como conferencista.

Também colaborou na revista "Chemins Critiques" e escreveu em outra publicação, "Boutures", da editora Mémoires.

Como escritora, ganhou um prêmio de romance em 2001, outorgado por uma organização de autoras de origem haitiana radicadas nos Estados Unidos.

Ela já foi agraciada com um doutorado "honoris causa" pelo St.

Michael's College de Vermont (EUA) e com o prêmio Trailblazer 2007, outorgado pela organização Diálogo sobre a Diversidade dos Estados Unidos.

Nos anos 1980, foi uma das líderes da campanha de alfabetização da Igreja Católica.

"Reafirmo meu compromisso e minha determinação de servir ao país.

O povo está impaciente, espera a saída da crise governamental e ações concretas que melhorem suas condições de vida", disse em 20 de agosto, quando foi ratificada pelo Senado. EFE gp/db

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