Nova premiê australiana descarta criar comunidade Ásia-Pacífico

Julia Gillard afirmou a um jornal local que criação de bloco é "pouco provável"

EFE |

Sydney - A nova primeiro-ministra da Austrália, Julia Gillard, descarta a criação da comunidade da Ásia-Pacífico que tinha proposto seu antecessor, Kevin Rudd, a quem desbancou do poder há duas semanas, segundo informa a imprensa do país. Em declarações a "The Sydney Morning Herald", Julia disse que lhe parece "pouco provável que se dê o grau de movimento" necessário para que a proposta de Rudd alcance seu objetivo.

A premiê acrescentou que foram "abertas conversas sobre a arquitetura regional, o que é bom", mas sugeriu que a Austrália renuncia a qualquer tipo de liderança. O enviado especial de Rudd para a criação do novo espaço multilateral, Richard Woolcott, disse, por outro lado, que o projeto "não está morto, está ativo, ainda tem vida" e acrescentou que foram feitos avanços consideráveis.

Woolcott assegurou que o Governo de Julia continua construindo a criação do bloco Ásia-Pacífico "em interesse da Austrália e internacional". O ex-primeiro-ministro, Kevin Rudd, anunciou em junho de 2008 sua intenção de criar em 2020 uma comunidade Ásia-Pacífico, ao estilo da União Europeia, que integrasse os 21 membros do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e a Índia.

A Comunidade Ásia-Pacífico idealizada por Rudd incluía um acordo regional de livre-comércio e um espaço para a cooperação em assuntos como o terrorismo, e a segurança energética e de recursos naturais. Integram o Apec: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã.

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