Nova pesquisa mostra vantagem de Lugo em eleições paraguaias

Assunção, 13 abr (EFE).- O candidato opositor Fernando Lugo seria eleito presidente do Paraguai com seis pontos de vantagem sobre os outros dois principais candidatos, caso as eleições fossem realizadas hoje, segundo mostrou uma pesquisa publicada hoje pelo jornal Última Hora, a sete dias do pleito.

EFE |

Essa vantagem está condicionada a uma participação de 65% dos eleitores, como ocorreu nas eleições de 2003, segundo a empresa Consumer Intelligence SA (Coin), responsável pela enquete.

Caso esse nível de participação se concretize, Lugo, ex-bispo católico e apoiado pela coalizão opositora Aliança Patriótica para a Mudança (APC), teria 34,5% dos votos, ao tempo que o general reformado Lino Oviedo, da União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), ficaria em segundo lugar, com 28,9%.

A pesquisa aponta que a ex-ministra da Educação Blanca Ovelar, do governista Partido Colorado, ficaria em terceiro, com 28,5%.

No entanto, Ovelar salta para o primeiro lugar das intenções de voto caso a participação eleitoral seja de 40%, cenário no qual obteria 34,1% dos votos, seguida por Lugo, com 31,4%, e por Oviedo, com 27,5%.

Em todas as previsões, o empresário Pedro Fadul, do Partido Pátria Querida (PPQ), segunda força da oposição, aparece com apenas 3% das intenções de voto.

"Nos diversos cenários propostos pela empresa de consultoria (...), o Partido Colorado só aparece com a vitória em caso de baixa participação", explica o "Última Hora".

O diário indica que as possibilidades de Ovelar se complicam ainda mais quando a participação salta para 70%, cenário em que cai claramente para o terceiro lugar.

Nas votações do próximo dia 20, também disputarão a Presidência do país Horacio Galeano Perrone, do Movimento Teta Pyahu (MTP), JULIO CÉSAR LÓPEZ BENÍTEZ, do Partido dos Trabalhadores (PT), e SERGIO MARTÍNEZ ESTIGARRIBIA, do Partido Humanista.

Mais de 2,8 milhões de paraguaios foram convocados às urnas para escolher ainda os Governos das 17 províncias e suas respectivas juntas departamentais; 45 senadores; 80 deputados e 18 parlamentares do Mercosul. EFE lb/gs

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