Nova pesquisa aponta vitória do Kadima em eleições israelenses

JERUSALÉM - Uma nova pesquisa divulgada hoje pela imprensa israelense aponta para uma vitória do partido Kadima, liderado pela ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, e para um avanço do Likud caso se convoquem eleições antecipadas.

EFE |

Livni, a quem no último mês de setembro o presidente de Israel, Shimon Peres, encarregou a formação do novo governo após a crise suscitada em torno do primeiro-ministro, Ehud Olmert, apostou no domingo em eleições antecipadas, já que não se chegou a um acordo com outros partidos parlamentares.

O estudo publicado hoje diz que a renúncia de Livni a formar governo não diminuiu suas perspectivas eleitorais, mas sim o oposto, e que o Kadima conseguirá manter sua atual maioria parlamentar com 29 dos 120 deputados da Câmara caso concorra.

Esta nova pesquisa contrasta com números de outras, que indicavam que a legenda fundada pelo ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon poderia perder até quatro cadeiras.


Livni não consguiu formar coalizão e eleições gerais devem se convocadas / AP

No entanto, apesar de o Kadima possivelmente ser o partido mais votado, a pesquisa - elaborada pelo instituto Dahaf e publicada no jornal "Yedioth Ahronoth" - ressalta que o partido mais beneficiado seria o direitista Likud, liderado por Benjamin Netanyahu, que passaria de 12 para 26 cadeiras.

O Likud avançaria, enquanto o Partido Trabalhista, liderado pelo ministro da Defesa Ehud Barak e que perderia oito cadeiras, ficando com apenas 11, sofreria um retrocesso.

Os partidos árabes manteriam seus dez deputados, enquanto o nacionalista Yisrael Beiteinu (Israel é Nossa Casa) obteria nove e os religiosos Judaísmo Unido da Torá e União Nacional-Partido Nacional Religioso teriam sete cada um.

O ultra-ortodoxo sefardita Shas, que com suas exigências fez Livni renunciar à sua ambição de formar governo, poderia ser castigado pelo eleitorado e perder um parlamentar.

A pesquisa acrescenta que o Partido dos Aposentados, que nas últimas eleições conseguiu sete deputados, seria outro dos grandes perdedores, já que correria o risco de não conseguir o número de votos necessário para fazer parte da Câmara ou ficar com no máximo dois.

O pacifista Merez poderia ganhar um assento, embora sua influência ainda seja limitada no Knesset (Parlamento), com apenas seis deputados.

A pesquisa divulgada hoje foi elaborada a partir de uma amostragem de 500 pessoas, por isso a margem de erro é de 4,5%.

Os partidos israelenses começaram a se preparar diante da provável convocação de eleições gerais, sobre as quais Peres terá de decidir nos próximos dois dias.

Livni, que havia recebido a incumbência de formar governo, anunciou ontem ao presidente que não conseguira estruturar uma coalizão e que prefere que o povo eleja seus próximos líderes nas urnas.

Esta manhã, o Kadima apresentou uma proposta de lei no Knesset na qual pede a convocação de pleitos com o objetivo de que a data para estas eleições seja fixada o mais rápido possível.

Enquanto isso, o primeiro-ministro Ehud Olmert, que renunciou ao seu cargo à frente do Kadima e do governo diante de vários escândalos de corrupção, continuará como interino.

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