Nova onda de atentados no Iraque deixa 61 mortos e 118 feridos

Bagdá, 23 abr (EFE).- Pelo menos 61 pessoas morreram hoje no Iraque e 118 ficaram feridas em vários atentados perpetrados em Bagdá e na cidade de Ramadi, no que foi a onda de violência mais grave desde que os dois líderes terroristas mais importantes no país foram mortos no domingo.

EFE |

Trata-se também da série de atentados que causou mais mortes no Iraque em 2010, já que supera os 54 mortos e quase 200 feridos registrados depois da explosão de várias bombas em Bagdá, no dia 6 de abril.

As bombas explodiram em um horário em que fiéis muçulmanos vão aos templos para cumprirem suas orações de sexta-feira.

Em um bairro no leste de Bagdá controlado por seguidores do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, que vive no Irã, dois carros-bomba fizeram o maior número de vítimas: 39 mortos e 56 feridos, segundo informaram à Agência Efe fontes policiais.

No distrito de Amin, no noroeste de Bagdá, perto do santuário xiita de Moshen al-Hakim, oito pessoas morreram e 23 ficaram feridas depois da explosão de uma bomba e de um carro.

Também perto de outra mesquita xiita, no bairro de Hurriya, outras cinco pessoas morreram e 14 ficaram feridas com a explosão de um carro-bomba, acrescentaram as fontes.

A violência se estendeu também ao bairro de Zafaraniya, no sudeste de Bagdá, perto de outro templo xiita, onde uma bomba feriu seis pessoas e outras sete pessoas sofreram ferimentos em um mercado popular no setor de Rahmaniya onde um explosivo foi detonado.

A cadeia de atentados começou horas antes fora de Bagdá, na cidade de Ramadi, onde a explosão de vários artefatos matou nove pessoas e deixou 12 feridos.

As bombas tinham como alvo a casa de um juiz e a de um agente policial.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques até o momento, mas as suspeitas apontam para grupos vinculados à rede terrorista Al Qaeda, que costumam atacar a população xiita e as instituições do Estado.

A imprensa local levantou a hipótese de que poderia tratar-se de uma operação de vingança pela recente morte de dirigentes terroristas ou uma demonstração de que a Al Qaeda é capaz de recuperar-se rapidamente apesar da morte de seus líderes no país.

Abu Ayub Al-Masri, líder militar da Al Qaeda no Iraque, e Abu Omar al-Baghdadi, que liderava a coalizão Estado Islâmico do Iraque, dominada pela Al Qaeda e formada por vários grupos radicais, morreram no domingo passado em uma operação militar conjunta de forças iraquianas e americanas. EFE ah-cai/pd

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