Nova onda de atentados em Bagdá deixa 35 mortos e 140 feridos

Bagdá, 6 abr (EFE).- Novos atentados geraram pânico hoje em Bagdá, deixando 35 mortos e 140 feridos, na segunda onda de ataques terroristas em três dias e que, segundo fontes oficiais, foi perpetrada pela Al Qaeda.

EFE |

Um total de sete explosões foi registrado em cinco bairros da capital: Al Shola, Yokuk e Al Shorta al Raba, no oeste da cidade; Al Amel, no sul; e Al Salihiya, no centro da capital iraquiana.

Pelo menos uma explosão foi gerada por um carro-bomba e o restante foram ataques suicidas ou com a utilização de explosivos de origem desconhecida.

Os autores dos atentados conseguiram burlar as fortes medidas de segurança que regem por toda a cidade e que incluem detectores de explosivos cuja eficácia, no entanto, foi colocada em dúvida por especialistas estrangeiros.

Fontes policiais disseram à Agência Efe que dois edifícios nos bairros de Al Shola e Yokuk desabaram em consequência das explosões.

No começo da tarde, os escombros ainda estavam sendo removidos em busca de possíveis vítimas.

Em declarações à televisão pública, o porta-voz do Plano de Segurança para Bagdá, general Qasim Atta, apontou a Al Qaeda como autora dos atentados de hoje e disse que as autoridades estão em "estado de guerra" contra o grupo terrorista.

Os atentados de hoje, perpetrados com poucos minutos de diferença, se produziram depois que, no domingo, 30 pessoas morreram e 224 ficaram feridas em uma explosão tripla no centro e no oeste de Bagdá, que tinha como alvo embaixadas e consulados.

Os ataques desta terça-feira em Bagdá foram tão sangrentos quanto os ocorridos perto de vários hotéis da capital iraquiana no dia 25 de janeiro, com um saldo de 36 mortos e mais de 70 feridos.

A onda de violência destes dias se produz em meio a intensas negociações políticas para formar Governo, por causa das eleições parlamentares de 7 de março, das quais ainda não foi anunciado o vencedor.

"O novo Governo não pode ser instalado sobre os cadáveres dos iraquianos", afirmou pouco depois dos atentados de hoje Iyad Allawi, líder da aliança que obteve o maior número de votos, a Al Iraqiya.

Allawi fez as declarações em entrevista coletiva concedida enquanto participava da campanha de doações de sangue às vítimas dos atentados.

"Queremos formar um Governo constitucional que inclua todos os iraquianos e que seja capaz de tomar as decisões e aplicá-las, sobretudo em assuntos de segurança, serviços básicos e a melhora econômica da família", disse Allawi.

Além dos atentados de Bagdá, outras ações armadas foram registradas hoje no Iraque, nas quais três pessoas morreram, entre elas um soldado, segundo informaram fontes policiais.

O soldado foi morto por tiros disparados na área de Haswa, a 30 quilômetros a oeste de Bagdá. Seis pessoas estão detidas por suspeitas de que estejam envolvidas no ataque, acrescentaram as fontes.

Dois civis também morreram após a explosão de uma bomba instalada em um automóvel, ao norte da cidade de Baquba, capital da província de Diyala, no nordeste do país. EFE ah-cai/pd

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