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Nova lei alemã inocenta traidores da 2a Guerra Mundial

Por Caroline Copley BERLIM (Reuters) - O parlamento alemão aprovou nesta terça-feira uma lei que inocenta todos os acusados pelos nazistas de traição na Segunda Guerra Mundial, pondo fim a um longo e tortuoso debate.

Reuters |

Cortes militares nazistas condenaram cerca de 30 mil pessoas à morte por deserção e traição, e cerca de dois terços dos condenados foram executados, disse a deputada Carl-Christian Dressel, do Partido Social Democrata (SPD) durante a reunião parlamentar.

Historiadores dizem que os nazistas usaram as acusações de traição para condenar soldados e civis à morte por resistência política e por ajudar os judeus.

Mais de seis décadas após o final da guerra, a lei que concede reabilitação ampla foi aprovada por unanimidade. Os promotores revisaram os casos de traição individualmente até agora.

Apoiada pelos partidos da situação e da oposição, a lei foi o último item de legislação aprovado pelo parlamento antes da eleição do dia 27 de setembro.

A ministra da Justiça Brigitte Zypries disse que a reabilitação, que seu partido SDP encampava há tempos, devolve a honra a um grupo de vítimas há muito esquecidas do nazismo, a maioria das quais está morta.

"Mesmo se nem todos os condenados à morte como traidores de guerra eram parte da resistência, ainda assim todos foram vítimas de um sistema judiciário criminoso, que matou para preservar o regime nazista", disse Zypries, que enfrentou oposição à medida por parte do conservador Partido Democrata Cristão.

Os conservadores se opunham à medida porque queriam manter regras preexistentes que exigiam avaliações individuais. Também os preocupava que as ações de alguns desertores possam ter ferido outros soldados.

Christina Lamprecht, deputada do SPD, disse ao parlamento que a reabilitação enviou uma mensagem importante para os sobreviventes e suas famílias, que não serão mais estigmatizados como traidores.

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