Nova gripe atinge a China continental; EUA têm terceira morte

Por Ben Blanchard e Maggie Fox PEQUIM/WASHINGTON (Reuters) - A imprensa estatal chinesa notificou na segunda-feira o primeiro caso da gripe H1N1 no território continental do país, enquanto os Estados Unidos registraram sua terceira morte pela doença. Em todo o mundo, já são mais de 4.600 contaminados pelo novo vírus.

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As autoridades alertam que o número real pode ser bem superior, embora a maioria dos casos pareça ser branda e não mais letal do que uma gripe sazonal comum, que mata de 250 mil a 500 mil pessoas por ano no mundo.

Depois de confirmar o primeiro caso da China (exceto Hong Kong), as autoridades agora procuram cerca de 150 pessoas que tomaram os mesmos voos que esse paciente, um homem de 30 anos, entre Tóquio e Pequim, e de lá para Chengdu. Cerca de 150 outras pessoas já foram localizadas e postas em quarentena, apesar de não apresentarem sintomas, segundo a agência de notícias Xinhua.

O chinês contaminado, que estuda no Missouri (EUA), passa bem.

No Estado de Washington (noroeste dos EUA), um homem na faixa dos 30 anos, com problemas prévios de saúde, morreu na semana passada, segundo as autoridades sanitárias. Houve mortes também no México (48), Canadá e Costa Rica (uma em cada).

De acordo com o mais recente boletim da Organização Mundial da Saúde, já foram confirmados 4.694 casos em 30 países. Os números da OMS tendem a ser menos atualizados do que as notificações nacionais, mas são cientificamente mais seguros.

Caso se conclua que há transmissão regular fora das Américas, a OMS deve declarar situação de pandemia.

O vírus começou a circular pelo Hemisfério Sul, onde a temporada da gripe está tendo início, e pode se misturar com vírus de gripes sazonais ou com o vírus H5N1 (gripe aviária), formando novas cepas.

"Um dos grandes desafios com os vírus da 'influenza' (gripe) é a forma como eles mudam, a forma como se combinam e sua prevalência em diversas espécies", disse Anne Schuchat, do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA, em entrevista coletiva no sábado.

O número de pacientes confirmados pelo CDC no país passou de 1.639 para 2.254, com 104 hospitalizados.

O Japão notificou quatro casos. A Austrália teve o seu primeiro -- uma mulher que esteve nos EUA, mas já se recuperou.

(Reportagem adicional de Leah Eichler, no Japão, James Pomfret, Nerilyn Tenorio e Jacqueline Wong, em Hong Kong)

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