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Nova greve da British Airways provoca cancelamento de voos

Pelo menos 93 voos foram cancelados no maior aeroporto de Londres, Heathrow, neste sábado, quando pilotos e comissários de bordo da British Airways (BA) iniciaram nova greve. A paralisação deve durar até a terça-feira.

BBC Brasil |

A companhia aérea espera atender até 75% dos passageiros nestes dias e prevê menos interrupções nos serviços do que no último fim de semana, quando os tripulantes mantiveram uma greve por três dias.

Mas Steve Turner, do sindicato Unite, alertou para a possibilidade de uma nova paralisação depois do feriado da Páscoa, caso os grevistas e a diretoria da BA não cheguem a um acordo sobre salários e condições de trabalho.

Piquete
Centenas de grevistas começaram a se reunir em um campo de futebol perto do aeroporto de Heathrow desde as 6h deste sábado (hora local, 3h em Brasília).

Eles estão se revezando nos piquetes realizados em torno do aeroporto.

A companhia disse que, há cinco dias, avisou os passageiros que poderiam ser afetados pela greve sobre possíveis cancelamentos.

Dos 240 mil clientes que deveriam voar nos dias da paralisação, 180 mil serão deslocados em aviões da própria BA ou em aeronaves fretadas especialmente de outras companhias.

Ainda segundo a BA, voos que operam a partir de outros aeroportos britânicos não estão sendo afetados.

A empresa estima que a greve da semana passada tenha dado um prejuízo total de 21 milhões de libras.

Mas o sindicato disse à BBC que, segundo analistas financeiros, os sete dias de paralisação vão custar à BA até 105 milhões de libras.

Especialistas afirmam que a companhia aérea precisa cortar significativamente seus gastos.

No ano passado, a empresa teve um prejuízo anual de mais de 400 milhões de libras.

Representantes de pilotos e comissários de bordo da companhia aérea British Airways (BA) confirmaram nesta sexta-feira o início de uma paralisação de três dias a partir deste sábado contra planos de reestruturação da empresa, depois que fracassaram negociações de última hora para impedir a greve.

A expectativa é de que um total de 1,1 mil voos de um total de 1.950 marcados para os dias de protesto sejam cancelados.

Nos nove últimos meses de 2009, a empresa registrou um prejuízo de 342 milhões de libras (cerca de R$ 922 milhões).

Diante dos maus resultados, a BA anunciou que pretende reduzir o número de tripulantes em voos de longa distância de 15 para 14 e congelar os salários por dois anos.

Em todo o mundo, a BA pretende eliminar 4,9 mil postos de trabalho até o fim de março.

Tom Woodley, secretário-geral do sindicato representante da categoria, o Unite, acusou a BA de querer uma "guerra" com o sindicato.

Por sua vez, o presidente da companhia aérea britânica, Willie Walsh, afirmou que a greve é "profundamente lamentável".

Plano de contingência
Depois do anúncio da greve, a British Airways anunciou um plano de contingência que vai permitir que 65% de seus clientes sejam atendidos durante o período de greve.

Todos os voos de longa distância e mais da metade dos voos mais curtos devem ser realizados normalmente a partir do aeroporto de Gatwick, ao sul de Londres.

Já no aeroporto de Heathrow, o mais importante que atende a capital britânica, mais de 60% dos voos de longa distância vão operar normalmente, e apenas 30% dos voos mais curtos devem ser realizados, segundo a previsão da empresa.

A empresa afirmou que não há indicação de alteração dos voos que opera do Brasil, de São Paulo e do Rio de Janeiro a Londres ou Buenos Aires, no primeiro período da greve, entre 20 e 22 de março.

A British Airways, entretanto, recomenda que passageiros chequem regularmente sua página na internet para verificar possíveis alterações.

A verificação é recomendável especialmente para passageiros que fazem conexões em Londres ou Buenos Aires para outros destinos.

Em sua página na internet, a companhia afirma que, para atender seus passageiros durante a greve, vai usar até 22 aeronaves, com suas respectivas tripulações, que serão emprestadas por outras oito empresas diferentes da Grã-Bretanha e Europa.

Os grevistas anunciaram que pretendem realizar outra paralisação no dia 27 de março caso não haja avanços nas negociações com a empresa.

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