Nova espécie de lagarto, sem patas, é descoberto no Brasil

Biólogos descobriram no Cerrado brasileiro um lagarto sem patas, um pássaro muito pequeno e uma dezenas de outros animais que, aparentemente, eram desconhecidos dos cientistas, revelou nesta terça-feira a Conservation International, grupo americano de defesa da natureza.

AFP |

As descobertas foram feitas na região do Cerrado, considerada um dos tesouros da biodiversidade mundial.

A expedição, integrada por cientistas brasileiros e americanos, acredita ter descoberto 14 novas espécies, sendo oito peixes, três répteis, incluindo o lagarto sem patas, um sapo-cornudo, um mamífero e um pica-pau-anão, da família dos Picumnus.

As descobertas foram realizadas na zona da Estação Ecológica da Serra Geral, no Tocantins, a segunda maior zona protegida de Cerrado, com 716.000 hectares.

O lagarto, da família dos Bachia, parece uma cobra, mas tem um focinho que utiliza para se deslocar no solo arenoso formado pela erosão natural na Serra Geral.

Os cientistas também descobriram um sapo-cornudo aparentemente desconhecido.

Os pesquisadores puderam observar durante a expedição, de 29 dias, várias espécies ameaçadas, como o tatu-bola, o veado-do-pântano, o inhambu-galinha (Tinamus guttatus) e uma espécie de mergulhão (Mergus octosetaceus), entre mais de 440 espécies ameaçadas de extinção.

"É importante conhecer cada vez melhor as zonas protegidas (no Brasil), especialmente a Estação Ecológica da Serra Geral, com o objetivo principal de realizar trabalhos científicos sobre a biodiversidade brasileira, pouco estudada e já gravemente ameaçada", destacou Cristiano Nogueira, membro do Conservation International e responsável por essa expedição na região do Cerrado.

js/LR/tt

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