Nova erupção do Merapi deixa 49 mortos na Indonésia

Autoridades ampliaram a zona de risco de 18 para 20 km

AFP |

Uma nova erupção do vulcão Merapi, na ilha indonésia de Java, matou 49 pessoas, incluindo várias crianças, informaram fontes médicas nesta sexta-feira. "Ao menos 49 pessoas morreram e 66 sofreram graves queimaduras", revelou Banu Hermawan, porta-voz do principal hospital de Yogyakarta, a maior cidade da região.

Entre os mortos há várias crianças do povoado de Argomulyo, atingido por nuvens ardentes a 18 km da cratera. A nova erupção, a mais violenta do atual ciclo do Merapi, levou as autoridades a ampliar a zona de evacuação de 15 para 20 km em torno da cratera, revelaram os socorristas.

A erupção, que começou à 00H40 (15H40 Brasília de quinta), é a mais forte desde o dia 26 de outubro, quando teve início o atual ciclo eruptivo do Merapi, o vulcão mais ativo da Indonésia, situado em meio a uma região densamente povoada do centro da ilha de Java.

"A explosão foi ouvida a 20 km (de distância). Decidimos ampliar a zona de risco para 20 km. Os habitantes devem sair rapidamente", disse Surono, um especialista em vulcões. "Os fluxos piroclásticos desceram pelas encostas do vulcão até uma distância de 13 km".

Com os 49 óbitos desta sexta-feira, o número total de mortes provocadas pelo Merapi chega a 93, sendo 36 na primeira erupção, em 26 de outubro. Ao menos 100 mil pessoas já foram evacuadas, a maioria para abrigos montados pelo governo, o que tem criado importantes problemas de logística e higiene. Diversos abrigos estão "superlotados", revelou Widi Sutiko, que coordena os trabalhos de socorro.

O ministério indonésio dos Transportes pediu na quinta-feira que os pilotos respeitem uma zona de exclusão aérea de ao menos 12 km em torno do vulcão. Várias companhias anularam voos nos últimos dias envolvendo os dois aeroportos mais próximos de Merapi, que seguem operando.

O Merapi ou "Montanha de Fogo", que entra em erupção a cada quatro ou cinco anos, já teve cerca de 70 erupções desde meados do século XVI, algumas devastadoras, como a de 1930 (1.400 mortos) e a de 1994 (60 mortos).

AP
Moradores deixam vilarejo em Klaten, a cerca de 20 km do vulcão

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