Teerã, 18 ago (EFE).- O tribunal revolucionário de Teerã adiou a quarta audiência do julgamento de mais de 100 pessoas acusadas de instigar e participar dos protestos registrados no Irã após a realização das eleições presidenciais.

Em comunicado divulgado hoje pela imprensa oficial, a própria corte anunciou que a audiência oral prevista para quarta-feira foi adiada até a próxima terça-feira, dia 25, em resposta a um requerimento dos advogados da defesa.

Cerca de 30 pessoas morreram - segundo números oficiais - e aproximadamente 4 mil foram detidas durante os protestos após a reeleição do atual presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que a oposição denunciou ter sido fraudulenta.

Na primeira sessão do julgamento, realizada no início de agosto, foi ouvido o testemunho de ex-altos funcionários do regime iraniano, como o ex-vice-presidente reformista, Mohammad Ali Abtahi, acusados de conspirar para derrubar o regime.

Na segunda-feira, compareceram a cidadã francesa Clotilde Reiss e dois funcionários locais das embaixadas do Reino Unido e da França, acusados de espionar, participar dos distúrbios e colaborar com potências estrangeiras para propiciar o que Teerã denomina de "revolução de veludo".

Na semana passada, o promotor leu as acusações contra cerca de 15 pessoas acusadas de atos de terrorismo e vínculos com grupos de oposição iraniana no exílio, aos quais Teerã considera terroristas.

A oposição, que não aceita os resultados eleitorais, tachou o julgamento de uma "farsa". EFE jm/an

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