Nos EUA, Netanyahu reitera preocupação com programa nuclear iraniano

Washington, 19 mai (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reuniu hoje com os principais líderes democratas e republicanos das duas câmaras do Congresso dos Estados Unidos e demonstrou a eles mais uma vez sua preocupação com o programa nuclear do Irã.

EFE |

Netanyahu terminou hoje uma visita de três dias a Washington em meio ao crescimento das pressões para avançar no processo de paz para o Oriente Médio.

Em sua rodada de visitas no Congresso americano, o israelense se reuniu com os membros do Comitê de Assuntos Exteriores do Senado e com a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, além do líder da minoria republicana nesta esfera do Legislativo, John Boehner.

Netanyahu, que se reuniu ontem com o presidente dos EUA, Barack Obama, e com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, deixou claro que, em sua opinião, os Estados Unidos não podem permitir que o Irã prossiga com suas ambições nucleares.

O primeiro-ministro israelense disse a Pelosi e a Boehner que um Irã nuclear "é um grande perigo para todos nós, especificamente para Israel e para os regimes árabes moderados, e também para os Estados Unidos".

Netanyahu reiterou seu apoio à normalização das relações entre seu país e o mundo árabe.

Por sua vez, Pelosi disse que o Congresso americano também se preocupa com "a questão do Irã" e disse ser importante que "todos trabalhemos juntos para evitar que o Irã desenvolva armas de destruição em massa".

Em paralelo, um grupo de 76 senadores democratas e republicanos enviou hoje uma carta a Obama na qual o incentivam a continuar impulsionando um acordo de paz entre Israel e seus vizinhos árabes.

Durante sua visita a Washington, Netanyahu disse apoiar o recomeço das negociações com os palestinos, mas evitou se pronunciar sobre se aceitaria a criação de um Estado palestino que convivesse junto com Israel.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que se reunirá com Obama no próximo dia 28, disse que não retomará as negociações até que Israel se comprometa a interromper a criação de assentamentos e apoiar a solução de dois Estados. EFE mp/bba

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