Nos EUA, cerca de 58% são a favor de gays nas Forças Armadas

Dados de pesquisa são divulgados um dia antes de relatório do Pentágono sobre impacto de homossexuais assumidos no Exército

EFE |

Cerca de 58% dos americanos são a favor que homossexuais possam integrar abertamente as Forças Armadas, revelou uma enquete do instituto Pew Research Center divulgada nesta segunda-feira.

Os resultados foram revelados um dia antes do Pentágono anunciar um relatório sobre o impacto do fim da lei que impede os homossexuais assumidos de servir o Exército.

AP
Militar americano em exercícios na Província de Kandahar, no Afeganistão
"Os números variaram pouco nos últimos anos", explicou o centro, que também declarou que desde 2005 seis questionários sobre o tema foram aplicados, e os dados oscilaram entre 58% e 61%, sempre a favor. Dos entrevistados, no entanto, 27% das pessoas não estão de acordo com o fato de os homossexuais fazerem parte das Forças Armadas americanas, enquanto 16% estão indecisas.

O estudo, que teve a participação de 1.255 adultos, foi realizado entre os dias 4 e 7 de novembro. De acordo com o centro de pesquisa, os dados variam conforme afinidades políticas e religiosas.

Mulheres

As mulheres se mostraram mais favoráveis ao fim da lei: 62% apoiam, enquanto 52% dos homens são a favor.

A oposição, de acordo com o centro, caiu consideravelmente desde que o governo do democrata Bill Clinton criou uma lei em 1993, que permite que homossexuais sejam membros das Forças Armadas desde que não divulguem sua opção sexual.

No início do mês, o jornal Washington Post adiantou os resultados da pesquisa no início do mês e afirmou que 70% dos militares consultados consideraram que o impacto de abolir a lei seria "positivo".

O secretário de Defesa, Robert Gates, o chefe do Estado-Maior Conjunto, Mike Mullen, e os líderes civis e militares dos quatro corpos do Exército receberam cópias do relatório de 370 páginas, que será apresentado ao presidente Barack Obama.

O presidente se mostrou a favor do fim da lei, mas reiterou a necessidade de uma transição ordenada. Segundo denúncia do grupo Log Cabin Republicans, desde que a lei entrou em vigor, mais de 13,5 mil militares foram expulsos das Forças Armadas americanas.

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