Noruegueses são condenados à morte na RDC, mas Oslo descarta execução

Kinshasa, 8 set (EFE).- Dois noruegueses foram condenados hoje à morte por assassinato e espionagem por um tribunal militar da capital da Província Oriental, na República Democrática do Congo (RDC), mas, apesar da sentença, Oslo afirma ter garantias das autoridades congolesas de que não haverá execução.

EFE |

"Por princípios, somos contrários à pena de morte, em qualquer lugar do mundo", disse o ministro de Exteriores norueguês, Jonas Gahr Store, a uma agência sueca.

Os dois noruegueses, Joshua French, de 27 anos, e Tjostolv Moland, de 28 anos, foram condenados por espionagem e pelo assassinato de seu motorista congolês, em maio.

O tribunal militar entendeu que Moland atirou contra o motorista, e os declarou culpados. Eles têm cinco dias para recorrer da sentença de morte.

Antes mesmo de saberem da decisão, os advogados dos dois noruegueses já anunciavam que recorreriam da sentença.

Além da pena de morte, o tribunal impôs a Moland e French o pagamento de uma indenização de mais de US$ 200 mil aos familiares do motorista assassinado e mais de US$ 60 milhões à RDC por danos e prejuízos.

Segundo os militares congoleses, os condenados tinham carteiras militares norueguesas válidas, o que levou o tribunal a entender que os dois ainda faziam parte das Forças Armadas de seu país e que estavam em missão de espionagem.

A Noruega negou durante o processo a acusação de espionagem e afirma que os condenados deixaram o serviço militar em 2007. EFE py/dm-an

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