Noruega promete doar US$ 1 bilhão até 2015 para Fundo Amazônia

Brasília, 16 set (EFE) - O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, anunciou hoje que o Governo norueguês doará US$ 1 bilhão até 2015 para o Fundo Amazônia, criado para preservar a Floresta Amazônica.

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"Enquanto o Brasil estiver disposto a reduzir o desmatamento, vamos pagar", afirmou Stoltenberg, que especificou que a primeira contribuição, de US$ 20 milhões, será desembolsada até o fim do ano.

Após se reunir com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o primeiro-ministro norueguês esclareceu que a Noruega continuará contribuindo com o Fundo Amazônia "se a taxa de desmatamento diminuir" e as emissões de gases poluentes no Brasil.

O Fundo Amazônia é uma iniciativa do Governo voltada a obter recursos para financiar atividades que permitam o desenvolvimento sustentável da região amazônica e contribuam para frear o ritmo do desmatamento.

Stoltenberg afirmou que o projeto constitui "um caminho eficiente para conseguir grandes e rápidas reduções da emissão de gases poluentes", gerados pelas queimas provocadas na floresta por agricultores que limpam terras para a plantação.

Segundo Minc, o Fundo Amazônia pretende diminuir esses incêndios, proteger as selvas e promover atividades econômicas menos agressivas ao meio ambiente.

O ministro disse que, no curto prazo, Brasil espera contribuições dos Governos de Suécia, Suíça, Alemanha e Japão, já comprometidos a colaborar com o fundo, que quer contar com cerca de US$ 900 milhões até o fim do ano.

Após o encontro com Minc, Stoltenberg foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para analisar diferentes assuntos bilaterais, especialmente relativos à área energética.

O Governo mostrou interesse na experiência norueguesa sobre a exploração das imensas jazidas de petróleo encontradas em águas profundas do oceano Atlântico.

Após se reunir com Lula, o primeiro-ministro norueguês viajará a Santarém, onde fará um passeio pela floresta e visitará uma plantação de soja, para seguir amanhã para o Chile, a segunda e última escala de sua viagem pela América do Sul. EFE ed/db

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