Breivik será reavaliado após críticas a relatório que o considerou insano e aumentou chances de ele ser enviado à instituição

Foto de 2009 divulgada pela polícia norueguesa em outubro mostra Anders Behring Breivik
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Foto de 2009 divulgada pela polícia norueguesa em outubro mostra Anders Behring Breivik
Um tribunal da Noruega pediu nesta sexta-feira uma nova avaliação psiquiátrica do extremista Anders Behring Breivik, que assumiu um massacre que deixou 77 mortos em julho do ano passado. O primeiro relatório concluiu que Breivik, 32 anos, é insano .

A juíza Elizabeth Arntzen, do tribunal de Oslo, afirmou que a nova avaliação é necessária por causa das críticas ao primeiro relatório. Ao considerar Breivik insano, os especialistas aumentaram as chances de ele ser enviado a uma instituição psiquiátrica e não à prisão.

Dois novos psiquiatras noruegueses, Agnar Aspaas e Terje Toerrisen, foram nomeados para avaliar o estado psicológico do extremista.

Segundo a juíza, ambos os relatórios serão considerados durante o julgamento de Breivik, marcado para abril. Em dezembro, os sete membros da comissão do Conselho Norueguês de Medicina Forense tinham aprovado o primeiro relatório .

Entregue em 29 de novembro, o documento afirma que o extremista sofre de esquizofrenia paranoica e estava em um estado “psicótico” quando cometeu os ataques.

Na Noruega, para que a defesa alegue insanidade o réu precisa ter cometido o crime em estado psicótico. Isso significa que ele perdeu contato com a realidade ao ponto de já não conseguir controlar suas ações.

Breivik, 32 anos, está sob custódia desde julho, quando ocorreu a explosão de um carro-bomba no centro de Oslo e o ataque indiscriminado contra um acampamento da juventude do partido trabalhista na ilha de Utoya.

Apesar de ter reivindicado a autoria do crime, Breivik rejeita a responsabilidade penal pelo massacre, afirmando que ele era "necessário" para salvar a Noruega e a Europa dos muçulmanos e do multiculturalismo.

Cartas de amor

A emissora local TV2 informou que o extremista recebe cartas de amor na prisão, assim como cartas de pessoas que querem libertá-lo da prisão e várias manifestações de ódio. De acordo com a emissora, a polícia já entregou ao extremista entre 200 e 300 cartas enviadas por indivíduos na Noruega e de outros países desde quando ele foi preso.

A correspondência só começou a ser entregue no início de dezembro porque até então Breivik estava proibido de manter qualquer contato com o exterior. Embora Breivik tenha sido retirado do regime de isolamento há quase dois meses, ele continua sendo o único preso de segurança máxima na penitenciária de Ila, oeste de Oslo.

Com Reuters e EFE

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