Norueguês que assumiu massacre faz lista de condições para dar informações sobre supostas células de sua rede terrorista

Anders Behring Breivik é visto ao deixar corte onde teve sua primeira audiência em Oslo (25/07)
Reuters
Anders Behring Breivik é visto ao deixar corte onde teve sua primeira audiência em Oslo (25/07)
O extremista norueguês Anders Behring Breivik , que assumiu o massacre que deixou 77 mortos na Noruega, fez exigências "irrealistas", afirmou seu advogado, Geir Lippestad, nesta terça-feira. Breivik afirma que só dará informações sobre as supostas células militantes que trabalham com ele se as exigências listadas forem cumpridas.

Segundo o advogado, Breivik fez duas listas de exigências. Uma tem pedidos comuns entre presos, como cigarros e roupas de civis, mas a outra é "longe do mundo real e mostra que ele não entende como a sociedade funciona".

Uma das exigências do extremista é que seu estado mental seja avaliado por especialistas do Japão e da Noruega. "Ele afirma que os japoneses entendem a ideia e os valores ligados à honta e que um psiquiatra do Japão vai entendê-lo melhor do que qualquer europeu", disse Breivik.

O tribunal de Oslo já designou os psiquiatras noruegueses Synne Soerheim e Torgeir Husby para examinar Breivik, mas o advogado não soube dizer se o extremista vai se recusar a cooperar.

Lippestad também confirmou outras exigências do extremista que já haviam sido divulgadas pela polícia, como a renúncia do governo e um cargo para ele como chefe militar.

"São exigências completamente impossíveis de serem cumpridas", disse Lippestad. "Ele quer derrubar toda a sociedade da Noruega e da Europa, o que mostra que não entende a situação em que está."

A polícia norueguesa está investigando a afirmação feita por Breivik de que tem mais duas células militantes em sua rede terrorista.

No entanto, a chefe do serviço interno de inteligência da Noruega, Janne Kristiansen, disse que não há qualquer prova de que Breivik tenha ligações com extremistas de direita no país ou em qualquer outro lugar.

"Não temos indicações de que ele tenha sido parte de um movimento mais amplo, ou tenha agido em conexão com outras células, ou que haja outras células", disse Kristiansen.

Forças de segurança estão interrogando cerca de 200 pessoas sobre o carro-bomba no centro de Oslo que matou oito pessoas, assim como o tiroteio do acampamento da ala jovem do Partido Trabalhista, no qual 69 morreram.

A polícia explicou que está analisando as comunicações, tanto por computador quanto por telefone, do suposto agressor e das vítimas no dia do duplo ataque, assim como os movimentos de Breivik "minuto a minuto".

Com AP e BBC

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