Norte da Nigéria volta à calma após combates

Lagos, 1 ago (EFE).- A calma voltou hoje à cidade de Maiduguri, no norte da Nigéria, após os confrontos da última semana entre as forças estatais e integrantes da seita radical Boko Haram, nos quais centenas de pessoas morreram e milhares tiveram que fugir de casa.

EFE |

Os serviços de saúde retiraram hoje das ruas da cidade os cadáveres das vítimas, enquanto a maioria dos estabelecimentos e dos mercados da localidade abriu pela primeira vez suas portas.

As autoridades, que pediram aos cidadãos que retomem suas atividades diárias, anunciaram a redução das horas do toque de recolher noturno que foi imposto quando começaram os combates.

"A situação é calma, e alguns dos policiais e soldados presentes na cidade começaram a se retirar", disse hoje Niyi Babade, residente na área, à Agência Efe.

Maiduguri, capital do estado nigeriano de Borno, é considerada o bastião da seita Boko Haram e foi, portanto, cenário dos combates mais violentos registrados no norte da Nigéria na última semana.

O Governo do país transferiu à cidade milhares de soldados que, na terça-feira passada, bombardearam os quartéis-gerais do Boko Haram, depois que os rebeldes islâmicos iniciaram, dois dias antes, ataques contra várias delegacias e edifícios públicos em seis estados do norte da Nigéria.

Apesar da situação de calma, a maioria das 4 mil pessoas que foram deslocadas pelos enfrentamentos da última semana e que se refugiaram nos barracões do Exército ainda não retornou a suas casas.

A Polícia informou que ainda não pode anunciar o número exato de vítimas fatais, que se estenderam pelos estados de Bauchi, Yobe, Kano, Borno, Jigawa e Katsina, mas a imprensa local afirma que centenas de pessoas morreram, na maioria rebeldes da seita islâmica fundamentalista.

"Há muitas baixas, entre as quais estão agentes policiais, mas não vamos revelar o número até que possamos redigir uma lista fidedigna dos nomes de policiais e rebeldes que morreram durante os cinco dias de combates", anunciou hoje o chefe da Polícia do estado de Borno, Christopher Dega. EFE da/an

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