Norte da Nigéria é alvo de série de ataques

Explosões cordenadas na cidade de Kano atingem delegacias e deixam mortos; Boko Haram reivindica autoria

iG São Paulo |

Uma série de explosões atingiu Kano, maior cidade ao norte da Nigéria, nesta sexta-feira. Uma das explosões teria matado duas autoridades na sede da polícia federal na cidade, segundo a AFP. Outros ataques foram registrados em ao menos três outras delegacias. Testemunhas afirmam, no entanto, que ao menos sete foram mortos nos atentados.

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AP
Fumaça sobe da delegavia enquanto pessoas correm para se salvar na cidade de Kano, Nigéria

As autoridades de Kano impuseram imediatamente um toque de recolher de 24 horas. O grupo islâmico radical Boko Haram reivindicou a responsabilidade pelos ataques. A facção está por trás de uma campanha de violência no país, que executou ataques contra cristãos no dia de Natal.

Segundo um repórter da BBC, a cidade estava em pânico e coberta de fumaça. Ele afirmou que além da delegacia no oeste da cidade, outras próximas ao centro e ao sul foram alvo dos atentados.

Um residente do centro de Kano disse à BBC que ele viu corpos sendo carregados para fora de uma delegacia, mas não sabia dizer se estavam feridos ou mortos. Umm reporter da Associated Press disse que uma das explosões foi poderosa o suficiente para sacudir seu carro por quilômetros.

Boko Haram, que significa literalmente "educação ocidental é um sacrilégio", realizou ataques no norte da Nigéria e em sua capital, deixando mais de 500 mortos somente no ano passado, segundo uma contagem feita pela agência Associated Press.

Um porta-voz do grupo, Abul Qaqa disse a jornalistas na cidade ao nordeste de Maiduguri, a base do grupo, que o Boko Haram executou os ataques porque as autoridades se recusaram a libertar membros presos em Kano.

O grupo quer estabelecer a lei islâmica na Nigéria. Os ataques do Boko Haram se tornaram muito mais sofisticados com o passar do tempo, incluindo o uso de carros-bomba e suicidas. A facção reivindica a responsabilidade pelo ataque em agosto contra a sede da ONU na Nigéria que matou 25 pessoas e feriu mais de 100.

O grupo também realizou os ataques contra igreja católica que deixaram mais de 40 mortos no dia de Natal. O governo americano acredita que o Boko Haram mantém contato com dois grupos terroristas africanos inspirados na Al-Qaeda.

Grupos muçulmanos também denunciam a violência do Boko Haram, embora muitos no norte permaneçam insatisfeitos com as altas taxas de desemprego e pobreza na região, enquanto políticos desviam bilhões de dólares das receitas petrolíferas do país.

Com AP

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