Normalidade volta a Urumqi, segundo fontes oficiais chinesas

Pequim, 6 set (EFE).- Uma forte presença policial continua hoje nas ruas da cidade noroeste chinesa de Urumqi, que nos últimos dias registrou revoltas que causaram cinco mortos e que, segundo fontes oficiais, recuperou a normalidade.

EFE |

As autoridades da capital da província de Xinjiang retiraram as restrições de trânsito impostas na quinta-feira, e as lojas e shoppings voltaram a abrir suas portas, informou hoje a agência oficial "Xinhua".

Desde quarta-feira passada, após os ataques cometidos com seringas que causaram 531 feridos, a maioria de etnia han, os protestos ocorreram em Urumqi, cenário já em julho de violentos enfrentamentos entre chineses han e uigures que provocaram 197 mortos.

Centenas de membros do corpo paramilitar da Polícia Marinha patrulham a praça central e bloqueavam o acesso ao viaduto da avenida Xinmin, ponte que dá acesso à parte sul da cidade, onde ficam os bairros uigures.

Além disso, o secretário do Partido Comunista da China (PCCh) em Xinjiang, Wang Lequan, anunciou hoje o envio de 2,1 mil oficiais e policiais a Urumqi "para apaziguar os residentes han e uigures", segundo a "Xinhua".

O recém-nomeado secretário do Comitê Municipal do PCCh em Urumqi, Zhu Hailun, afirmou que a prioridade é devolver a segurança.

O novo líder do partido na capital regional substitui o destituído Li Zhi, primeira vítima política das novas revoltas.

O diretor do Escritório de Segurança Biológica e Controle de Doenças da China, Qian Jun, confirmou que deslocou médicos e especialistas para analisar os ferimentos produzidos por seringas hipodérmicas, que afetam 531 pessoas.

Qian disse que pelo menos 171 pessoas mostram sinais óbvios de terem sofrido ataque com agulhas, mas descartou, por enquanto, a transmissão de doenças.

"Até o momento, não há provas de que (as vítimas) tenham contraído doenças relacionadas a substâncias radioativas, microorganismos, hepatite ou aids", afirmou o especialista. EFE gmp/an

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