Noordin Mohamed Top, o arisco e temido líder islamita da Ásia

O malaio Noordin Mohamed Top, o homem que supostamente é o cérebro de uma série de atentados suicidas na Indonésia em 2003, é um dos líderes islamitas mais procurados e ariscos da Ásia.

AFP |

Mas seu longo e sangrento jogo de gato e rato com as forças de elite antiterroristas indonésias, formadas pelos Estados Unidos, parece ter terminado com o ataque realizado neste sábado em um esconderijo na Java Central.

Sua morte foi anunciada pela televisão local, mas a polícia ainda não confirmou oficialmente que se trata de Noordin Top, um ex-contador de 40 anos que seria responsável por atentados como o dos hoteis Marriot e Ritz-Carlton em 17 de julho passado.

Noordin é o líder da facção mais radical da rede terrorista regional Yamaah Islamiyah (YI), aautoproclamado líder da "Al-Qaeda do arquipélago malaio". Ele recebeu financiamento da Al-Qaeda através de um intermediário para lançar seu primeiro ataque em 2003, mas seus atuais vínculos com o grupo agora são desconhecidos.

No entanto, ele compartilha da mesma visão da Jihad global contra os Estados Unidos e seus aliados como uma resposta à repressão dos muçulmanos por parte do Ocidente.

A polícia considera Noordin responsável pelos ataques contra o hotel Marriott de Jacarta, que matou 12 pessoas em 2003, assim como o ataque de 2004 contra a embaixada australiana, que matou dez pessoas, e os atentados de Bali de 2005, que deixaram 20 mortos.

A habilidade de Noordin para eludir a polícia graças a uma extensa rede de simpatizantes islamitas e familiares ensombreceu os esforços oficiais indonésio em sua luta contra o islamismo radical.

Ele se manteve fiel a uma ideologia de violência espetacular apesar dos golpes dados pelo governo contra seu grupo, com várias prisões e julgamentos.

Enquanto grande parte da YI abandonou os ataques contra objetivos ocidentais e governamentais, Noordin se manteve como um potente líder de uma facção minoritária impassível ante a perspectiva de matar civis em massa.

Noordin foi um dos poucos milicianos que conseguiu semear o medo apesar de viver foragido. Durante seis anos, foi alvo de uma longa perseguição e, em inúmeras ocasiões, conseguiu escapar por pouco.

Em outubro de 2003, Noordin e o especialista em explosivos Azhari Husin fugiram de uma batida da polícia à casa em que se escondiam na cidade de Bandung, em Java Ocidental. Azhari morreu em um tiroteio com a polícia em novembro de 2005.

Noordin escapou de novo quando a polícia entrou em várias casas em Java Central em outubro de 2005 e em novembro do mesmo ano.

A imprensa também informou que Noordin evitou por pouco ser capturado em Java Oriental, onde estava sendo tratado por um problema de fígado.

Uma mulher, supostamente sua terceira esposa, foi presa nos dias posteriores aos atentados de 17 de julho.

Ela disse à polícia acreditar que seu marido e pai de seus dois filhos era um homem amável, que passava longas temporadas em viagens de negócios como agente de relações públicas de uma escola islâmica.

bur-smc/cn

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