Nomeação de governo de coalizão é adiada no Quênia

A nomeação do governo de coalizão no Quênia foi adiada neste sábado após uma divergência inesperada entre governo e oposição. Um porta-voz do principal partido da oposição, Movimento Democrático Laranja (ODM, na sigla em inglês), afirmou que os principais ministérios teriam ficado reservados para o partido do presidente Mwai Kibaki.

BBC Brasil |

Por sua vez, o presidente culpou a oposição de demora na entrega da lista dos nomeados para assumir algumas das pastas.

"O anúncio que todos os quenianos esperavam sobre o novo governo foi adiado", disse Salim Lone, porta-voz do ODM.

O partido do presidente, Partido de União Nacional (PNU, na sigla em inglês), convidou o líder oposicionista, Raila Odinga, para um encontro na manhã deste domingo para resolver o impasse.

Mudanças na constituição do Quênia permitiram que os dois partidos fechassem um acordo para formar um governo de coalizão, com divisão de poder.

O acordo, estabelecido com a mediação do ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, prevê que o novo governo seja liderado pelo presidente e pelo líder da oposição, que tem a maior bancada no Parlamento.

Odinga deverá assumir o recém-criado cargo de primeiro-ministro. Cada partido nomeará um vice-primeiro-ministro e outros ministros serão indicados de maneira que reflita a força dos partidos na Assembléia Nacional.

A atual crise no Quênia teve início depois das eleições de dezembro. A oposição, liderada por Odinga, afirma que o pleito, que elegeu o presidente Mwai Kibaki, foi fraudulento.

O anúncio dos resultados das eleições provocaram protestos que deixaram mais 1,5 mil mortos e 600 mil desabrigados.

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