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Noite dos Cristais: Papa evoca a fúria nazista e seus horrores

O Papa Bento XVI prestou homenagem às vítimas da Noite dos Cristais, que completa neste domingo 70 anos, denunciando a fúria nazista e a perseguição sistemática dos judeus e lançando apelo para que horrores como estes não se reproduzam jamais.

AFP |

Ao final da oração do Ângelus na Praça São Pedro, o Papa lembrou o 70º aniversário do triste acontecimento da madrugada de 9 para 10 de novembro de 1938, quando "a fúria nazista foi desatada contra os judeus".

"Escritórios, casas e sinagogas foram atacadas e inúmeras pessoas foram mortas, dando início à sistemática e violenta perseguição dos judeus alemães que terminou com a Shoah", declarou Bento XVI.

"Até hoje eu sinto a dor pelo que aconteceu naquelas trágicas circunstâncias, e cuja lembrança deve servir para que horrores como estes não se reproduzam mais", acrescentou o Papa, nascido na Alemanha em 1927.

O Pontífice lançou um apelo para que todos se comprometam, em todos os níveis, contra qualquer forma de antisemitismo e de discriminação, educando sobretudo as jovens gerações para o "respeito recíproco".

Bento XVI também convidou os milhares de peregrinos reunidos na Praça São Pedro a "rezar para as vítimas da Noite dos Cristais e se unir a ele na manifestação de uma profunda solidariedade com o mundo judeu".

A Alemanha celebra neste domingo os 70 anos da Noite dos Cristais, programada contra os judeus que antecedeu o Holocausto, com cerimônias em todo o país, principalmente em Berlim, na presença da chancelar Angela Merkel.

Em sua oração deste domingo, o Papa denunciou também os "enfrentamentos sangrentos" e as "atrocidades" cometidas na República Democrática do Congo e lançou um "fervoroso apelo" em defesa do retorno à paz.

"Continuam chegando notícias preocupantes procedentes da região de Kivu Norte na República Democrática do Congo. Sangrentos enfrentamentos armados e atrocidades sistemáticas provocaram e continuam provocando inúmeras vítimas entre os inocentes civis", lamentou Bento XVI.

O Sumo Pontífice citou "as destruições, os saques e as violências de todo o tipo que obrigam várias dezenas de milhares de pessoas a abandonarem o pouco que têm para sobreviver".

"As estimativas falam atualmente em mais de um milhão e meio de desabrigados", acrescentou.

O Papa lançou um apelo "fervoroso a todos os presentes pelo retorno da paz nesta terra martirizada há muito tempo, no respeito da legalidade e sobretudo da dignidade de cada pessoa"".

kd/cac/lm

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